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Paisagismo e Jardinagem

Os gramados

Os gramados podem ser utilizados em diversos locais, com diferentes objetivos: residenciais, industriais e públicos (aeroportos, parques, praças, etc), taludes e encostas, canteiros de rodovias e em campos esportivos (futebol, golfe, polo, tênis, beisebol, etc).

Em cada local, o gramado possui características intrínsecas, como a espécie de grama utilizada, o nível de manutenção e a as técnicas adotadas. No Brasil, nas áreas residenciais, industriais e públicas, são utilizadas, principalmente, a grama Batatais (Paspalum notatum Flüggé) e grama São Carlos (Axonopus affinis Chase).

A grama esmeralda (Zoysia japonica Steud.) ganhou espaço e, hoje, também pode ser considerada como uma das principais utilizadas nestas áreas. Atualmente, a espécie Santo Agostinho (Stenotaphrum secundatum (Walter) Kuntze) é utilizada em residências e jardins. Estas duas últimas exigem um nível de manutenção um pouco maior do que as gramas Batatais e São Carlos.

Nestas áreas, o principal objetivo dos é o aspecto estético (visual), por isso, são muito importantes os gramados com uma coloração verde intensa e uma boa densidade (é necessário ser fechado e sem falhas para que o solo não apareça).

Os gramados em campos de futebol devem permitir uma boa jogabilidade, reduzir o impacto do jogador, além do aspecto visual para os torcedores. Nos campos mais tecnificados, a principal espécie utilizada é a Bermuda híbrida (Cynodon dactylon), que exige um alto nível de manutenção.

O solo para o gramado

Um dos primeiros fatores a serem discutidos, é o tipo de solo no qual as gramas crescem. Os gramados residenciais, de parques ou jardins, ou áreas industriais, por exemplo, normalmente são plantados em áreas onde foi realizado algum serviço de terraplanagem (aterro ou corte). No caso do corte, é removida a camada superficial do solo, que geralmente é a mais fértil e menos estruturado (possui maior porosidade para penetração de água e alto teor de matéria orgânica). Logo, os gramados são instalados em solo menos férteis.

Além disso, outros locais em que os gramados são implantados e que não sofrem com corte ou aterro, são áreas de taludes, barrancos, áreas montanhosas, entre outros, que, normalmente, também possuem uma menor fertilidade. Os de espécie esportiva, como de campos de futebol, são implantados em locais onde a camada superficial do solo é removida e substituída por um meio à base de areia e substratos, para que propicie o aumento da capacidade do solo em reter o fertilizante administrado e a água da irrigação.

Além da fertilidade, outro aspecto importante do solo ou meio em que os gramados são cultivados (que pode afetar a nutrição e a adubação), é a textura como mostram as figuras.

Os gramados podem ser considerados culturas perenes, ou seja, depois de plantados, estes devem sobreviver por vários anos naquele local, sem que o solo seja mobilizado. Isso só acontece por meio de implementos específicos, quando diagnosticados problemas de compactação e desnutrição aguda.

Com a compactação, os espaços porosos do solo ou do substrato, são reduzidos, e a respiração das raízes é prejudicada, o que dificulta seu crescimento. Além disso, com a compressão, a drenagem é reduzida e pode ocorrer o alagamento destas áreas.

Outra característica importante dos solos na nutrição de gramas, é o pH (potencial hidrogeniônico); valores abaixo de 7, podem ser considerados ácidos e, acima de 7, como básicos ou alcalinos. As gramas, de um modo geral, crescem adequadamente em solos com um pH (em água) entre 5 e 6,5, dependendo da espécie.

A correção do pH do solo, para valores entre 5 e 6,5, é realizado por meio da adição de materiais corretivos, principalmente, o calcário, que também é uma fonte excelente e barata de Cálcio e Magnésio.

Outro insumo utilizado é o “Termofosfato”, ou Yoorin, como é chamado, pois ele é fonte de Cálcio, Magnésio e Fósforo de reação lenta, o que, para a grama, é muito interessante. O Termofosfato também pode ser considerado um insumo com poder de reação (baixa) para alterar o pH do solo.

O cálcio apresenta uma baixa mobilidade no solo e, portanto, para que o pH dele seja corrigido efetivamente em maiores profundidades, é necessário que este seja incorporado na profundidade de 20cm ou mais. No entanto, nos gramados já instalados, esta incorporação os prejudica. Por isso, é importante fazer a calagem e a fosfatagem antes do plantio.

Para o próximo post, vamos comentar sobre o enraizamento do gramado e a nutrição dele com macro e micronutrientes.

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4 Comments

  1. Tenho um campo de futebol com grama esmeralda medindo 26×48 metros. Ele está bem defeituoso e falho devido o pisoteio em excesso. Sempre que está assim chamo um senhor pra fazer um serviço que basicamente ele faz tal serviço jogando uma camada de terra preta (condenável pelo site de vcs em outro artigo), depois ele lança a mão o NPK 10-10-10, cerca de 15 dias depois ele burrifa a Uréia diluida em água pra visando diminuir o aspecto amarelado da grama. Quero saber se se estes procedimentos acima citados estão corretos? Caso contrário me orientem a recuperar de forma eficaz o gramado do meu campo. Obrigado!!!

  2. Caro Rivaldo, me desculpe de não te responder rapidamente , pois estava em viagem e só agora consegui acessar . Respondendo a sua pergunta,Técnicamente ao meu ver não há problemas, somente a competição por comida(ADUBO) .
    A questão é mais estética (Paisagismo).
    Já ví os dois modelos e gostei mais do modelo com separador para arbustos e pequenas árvores, fica mais definido.
    grande abraço

    Bruno

  3. Gostaria de saber se o gramado colado nas plantas, tanto arbustivas como árvores traz algum malefício e se é necessário o isoalmento com separador de grama.