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Paisagismo e Jardinagem

Árvores no mundo

Quais os países que ganharam ou perderam mais árvores no planeta, de 1990 até aqui?

Li uma matéria no jornal espanhol El País e achei interessante divulgá-la aos nossos seguidores.

Pensar em lugares verdes e exuberantes é pensar em ilhas tropicais perdidas no meio do nada, selvas da América do Sul quentes ou vastas savanas na África. Cenários que, pelo menos no início, aparecem em nossa imaginação como regiões recheadas de florestas virgens, onde vivem todo tipo de animais. Mas, o quê os países fora de suas condições naturais conseguiram aumentar suas áreas verdes? E quais perderam hectares mais arborizadas?

Conforme registros da FAO – Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura – coletados dados do Banco Mundial – organização internacional especializada em finanças que depende da Organização das Nações Unidas – o mapa mostra o ganho ou a perda percentual da área florestal de países em todo o mundo desde 1990. A agência exclui da sua pesquisa os sistemas produtivos agrícolas (a exemplo de plantações de frutíferas) e as árvores em parques e jardins urbanos.

O desmatamento ainda é a tendência predominante. A área florestal global diminuiu em 3% (cerca de 130 milhões de hectares) nos últimos 25 anos. Foi feito, sim, a um ritmo mais baixo. A taxa líquida de perda de árvores diminuiu de sete milhões a três milhões de hectares por ano nesse período, segundo o informe Estado das florestas da FAO. O desenvolvimento socioeconômico das nações, de acordo com os dados, mantém uma estreita relação com a conservação da floresta. Os países mais desenvolvidos totalizaram mais de três milhões de nova área de floresta entre 2000 e 2010; os menos favorecidos, no entanto, perderam mais de dois milhões.

Sede da FAO em Roma

Espanha ganhou 33% da área florestal desde 1990, passando de 13,8 milhões de hectares para 18,4 milhões. Com uma cobertura vegetal de 37%, o país ocupa terceiro lugar em crescimento continental depois da Irlanda (62%) e exceções como Islândia, que duplicou a sua superfície verde, mas representa apenas 0,5% do território, um fenômeno que se repete em outros países como Bahrain (172%). O aumento nacional está principalmente no repovoamento, no êxodo da terra rural e na expansão natural da vegetação montanhosa. Em termos absolutos, a Finlândia, com 83% das florestas, a maioria sustentável, é o primeiro país europeu no ranking dos mais ecológicos do mundo, além de algumas pequenas ilhas tropicais da América do Sul e Caribe, uns poucos países africanos e países do Sudeste Asiático e no Pacífico Sul.

Os outros países que se destacam por terem uma grande cobertura vegetal são: Suriname, Micronésia, Gabão, Seychelles, Samoa Americana, Palau, Guiana, Laos, Ilhas Salomão, Papua – Nova Guiné e Finlândia.

Sem nenhuma floresta cinco países são contados: San Marino, Qatar, Groenlândia, Omã e Nauru. Excluindo-os, estes são os dez menos verdes: Ilhas Féroe, Egito, Líbia, Mauritânia, República do Djibuti, Kuwait, Arábia Saudita, Islândia e Bahrein.

As regiões tropicais são as que foram afetadas mais duramente. Nelas, cerca de sete milhões de hectares são perdidos a cada ano. A necessidade de espaço para terras agrícolas coloca os países africanos, como Togo (-73%), Nigéria (-70%) e Uganda (-56%) entre as nações mais devastadas, bem como Honduras (-44%), Nicarágua ( -31%) e El Salvador (-30%).

No Brasil, onde cerca de 2,5 milhões de hectares anualmente são perdidas, a área total diminuiu em 10%. Nos destaques opostos, Uruguai ganhou 131% de cobertura florestal, sendo 80% com certificação de sustentabilidade.

A agricultura comercial em massa, é responsável por 40% do desmatamento mundial, um número que chega a 70% na América Latina. A urbanização, a mineração e a construção de infra-estruturas são responsáveis pelos outros 30%.

Raul Cânovas nasceu em 1945. Argentino, paisagista, escritor, professor e palestrante. Com 50 anos de experiência no mercado de paisagismo, Cânovas é um profissional experiente e competente na arte de impactar, tocar, cativar e despertar sentimentos nos mais diversos públicos.

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