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Paisagismo e Jardinagem

Tapiá

Esta árvore pertence à família Euphorbiaceae, espécie Alchornea triplinervia (Spreng.) Müll. Arg. (Alchornea é o sobrenome de um boticário inglês e, triplinervia, se deve às três nervuras basais da folha).

É conhecida vulgarmente como tapiá, tapieira, pau-jangada, entre outros nomes. Ocorre naturalmente em vários Estados do Brasil, entre as latitudes 3° 30’ N, em Roraima, e 31° 50’ S, no Rio Grande do Sul. Quanto à variação altitudinal, encontra-se desde os 10 m de altitude, no Sul e Sudeste, até os 1.600m, em São Paulo. Tem altura muito variável, em geral, de 10 a 30m de altura, assim como o DAP, que fica entre os 30 e 60cm.

A tapiá apresenta dispersão de sementes zoocórica. É empregada em reflorestamentos com essências nativas como espécie pioneira (Si) e para recuperação de áreas degradadas. Ocorre em várias formações florestais, com destaque para a Floresta Pluvial Atlântica. Está presente em regiões com precipitação pluvial média anual de 750 a 3.700mm. Quanto à temperatura, ocorre em locais que tem média anual mínima de 8,2° C e média máxima de 27,2° C, não tolerante a baixas temperaturas, principalmente, nos dois primeiros anos. Ela é praticamente indiferente quanto ao tipo de solo.

A muda deve ser plantada a pleno sol. O seu desenvolvimento é variável de rápido a lento e é necessária a poda de condução dos galhos. A madeira é usada em caixotaria leve, miolo de portas, lâminas para compensados, cabo de vassouras, produção de brinquedos, etc. Suas flores são melíferas. A planta dificilmente é empregada no paisagismo.

Engenheiro Agrônomo, formado pela ESALQ-USP, e especialista em Gestão Ambiental, pela Unicamp. Atua na área de Licenciamento Ambiental, reflorestamento e paisagismo.

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