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Paisagismo e Jardinagem

Camellia japônica

camélia, cameleira, roseira-do-japão

Ela inspirou o romance do escritor francês Alexandre Dumas Filho, publicado pela primeira vez em 1848. Seu nome foi dedicado à memória de Georg Joseph Kamel [em Latin Camellus] (1661-1706), um jesuíta, botânico e zoologista, que viajou para a Ásia no século XVII e trouxe para a Europa a camélia das Filipinas.

 

Existem mais de três mil variedades desta planta que pertence à família do chá e que, paisagisticamente, não deve faltar nos jardins orientais e clássicos, onde é aproveitada em grupos ou isoladamente. É aconselhável cultivá-la orientada para o sol da tarde, porém de forma filtrado. Isto permitirá o desenvolvimento das flores sem o orvalho matutino que, combinado com os primeiros raios de sol, prejudicariam as pétalas. Desse modo as flores, que podem medir entre 4 e 12 centímetros, durarão de três a quatro semanas. Todas as camélias crescem melhor, mas lentamente, em solos bem drenados, ricos em matéria orgânica e ligeiramente ácidos (pH 5,5 – 6,5), podendo viver séculos.

 

A flor servia como uma espécie de código de identificação entre os abolicionistas, no Brasil do século XIX, sendo o português José de Seixas Magalhães, fabricante de malas e sacos de viagem, seu cultivador. Elas eram muito apreciadas pela princesa Isabel. No dia 13 de maio de 1888, quando ela assinava a chamada Lei Áurea, foram-lhe oferecidos dois buquês de camélias, um artificial, pela diretoria da Confederação, em nome do movimento vitorioso, e outro, de flores naturais, vindas do quilombo do Leblon, propriedade de José de Seixas Magalhães.

De suas sementes extrai-se um óleo, o tsubaki, utilizado no Japão, como amaciante e também empregado em massagens.

 

  • Sinônimos estrangeiros: camellia, japanese camellia, camelian rose, (em inglês); tsubaki, (em japonês); rosa del giappone, (em italiano); camélia du Japon, rose du japon, japanese camellia, (em francês); camélia, camelio común, (em espanhol); japanische kamelie, (em alemão), shan cha, (em chinês); baegnamu, (em coreano).
  •  Família: Theaceae.
  • Características: Arvoreta.
  • Porte: 3 metros, excepcionalmente pode alcançar 12 metros no seu lugar de origem.
  • Fenologia: Fevereiro a maio.
  • Cor da flor: Branco ao roxo, passando por vários tons de rosa, simples ou dobradas.
  • Cor da folhagem: Verde escuro e brilhante.
  • Origem: Japão.
  • Clima: Temperado/subtropical.
  • Luminosidade: Sol da tarde filtrado.

Raul Cânovas nasceu em 1945. Argentino, paisagista, escritor, professor e palestrante. Com 50 anos de experiência no mercado de paisagismo, Cânovas é um profissional experiente e competente na arte de impactar, tocar, cativar e despertar sentimentos nos mais diversos públicos.

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4 Comments

  1. Olá Raul, bom dia!
    Tenho Camelias 2,0m recentemente plantadas no interior de SP, Tatuí, em área semi-sombreada, e as folhas passaram a ficarem enferrujadas, do centro p/ fora. O que poderia ser? Grato

    • Boa tarde Douglas,

      O que pode ser é algum fungo que está atacando sua camélia. O Phomopsis obscurans causa a formação de manchas necróticas de cor castanho-claro no centro das folhas mais velhas.

      Tente pulverizações com Cuprosol, da Syngenta.

      Abraços

  2. Tenho uma cliente que queixo-se que sua camélia da botão mais cai antes de abrir e outra nunca floresceu, porque será ?

    • Angelita,

      São dois os motivos para essa ocorrencia:

      – Deficiência genética;
      – Falta de potássio.

      Neste último caso as pulverizações com Fosway no momento em que surgem os botões (duas com 30 dias de espaçamento), estimulam o desenvolvimento dos botões, assim como a aplicação no solo de 200 g de sulfato de potássio e o equivalente a 10 litros de cinzas de lenha livres de sal e/ou gordura.

      Abraços