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Paisagismo e Jardinagem

Cupressus sempervirens

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Foto de PROPOLI87, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons

Uma conífera de vida longeva, podendo alcançar mais de mil anos, um exemplo é o mais antigo cipreste vivo, o de Sarv-e-Abarkooh, na província iraniana de Yazd, sua idade é estimada em aproximadamente 4.000 anos. O Cupressus sempervirens cresce em altitudes de até 2.000 metros e é resistente ao fogo, devido à alta umidade de suas folhas, podendo ser aproveitado como barreira para os incêndios e queimadas, assim como para diminuir a ação dos ventos. É uma das coníferas mais cultivadas no Sudeste e Sul do Brasil, preferindo solos enxutos, já que recusa os úmidos, é indiferente aos ventos e ao granizo, por este motivo deve receber sol, não sendo recomendado para posiciona-lo junto à muros, onde dessa maneira é contaminado pelos ácaros e suas robustas raízes danificariam a estrutura. Pode ser usado em sebes, onde desenvolve de forma compacta, vedando totalmente as vistas.

Foto de Albarubescens, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons

Conforme várias tradições, o cetro de Zeus e a clava de Hércules foram esculpidos na madeira do cipreste, por ser incorruptível e eterna. É muito comum vê-lo nos cemitérios das regiões mediterrâneas porque se acredita que devido a sua forma colunar, o espírito do defunto possa ascender até os céus escalando sua fronde. Na tradição judaica, o cipreste-italiano era considerado como a madeira utilizada para construir a Arca de Noé e é citado como metáfora em passagens bíblicas como um exemplo de integridade, de beleza e saúde eterna. É popular também nos cemitérios israelenses modernos, com a explicação de que sua silhueta se assemelha a uma vela e o fato de ser uma sempre-viva simboliza a imortalidade da alma. Igualmente é cultivado nos cemitérios muçulmanos, como o de Karacaahmet, em Istambul, onde é chamado de “mezarlık servisi” (árvore do cemitério).

De acordo com alguns autores, seu nome deriva de Chipre, onde é nativa e cresce selvagem e sempervirens, é do latim e significa perene.

Sua reprodução é feita pelas sementes.

Foto de Chenspec, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons

  • Sinônimos estrangeiros: italian cypress, mediterranean cypress, tuscan cypress, persian cypress, pencil pine, (em inglês); ciprés mediterrâneo, ciprés de Italia, ciprés común, pino de cementerio, (em espanhol); cyprès commun, cyprès sempervirent, cyprès toujours vert, cyprès d’Italie, cyprès de Provence, cyprès méditerranéen, (em francês);  mittelmeer-zypresse, auch säulen-zypresse, echte zypresse, italienische zypresse, trauer-zypresse, (em alemão);  cipresso comune, (em italiano); kipárissos, (em grego); sütun servi, kalem servi, mezarlık servisi, (em turco).
  • Família: Cupressaceae.
  • Características: conífera de silhueta afunilada.
  • Porte: 20 a 30 metros de altura, com copa fusiforme e densa. Excepcionalmente atinge 40 metros.
  • Cor da folhagem: verde escuro.
  • Origem: Sul da Espanha e da Itália, Sudeste da Grécia, Sudoeste da Ásia, Nordeste da Líbia, Marrocos, Sul da Turquia, Irão, ilhas do Mar Egeu, Síria, Palestina, Israel, Jordânia e Líbano.
  • Clima: temperado/subtropical, suporta temperaturas de -10 °C.
  • Luminosidade: sol pleno.

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5 Comments

  1. Você tem algum artigo sobre o Kayzuka ?

    • Não Jair,

      Mas você me deu um alerta…vou escrever algo sobre ele.

      Abraços

  2. Muito bom seu artigo sobre o cipreste-italiano. Também me encanta aquela árvore estranha que se vê muito na Itália (em Roma há muitas) que, se não me engano, se chama árvore do dragão. Pode fazer um artigo sobre ela também, professor?

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