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Paisagismo e Jardinagem

Dicksonia sellowiana

Xaxim, samambaiaçu

O nome popular samambaiaçu, é originário da língua tupi que significa “samambaia grande”, especialmente pelo tamanho de suas folhas. A denominação botânica homenageia James Dickson (1738 – 1822) um proeminente botânico e micólogo escocês. Graças a beleza desta planta singular e a sua praticidade, seu caule foi longamente utilizado para vasos  e revestimentos de paredes, transformando sua fibra em placas, assim como como substrato para orquídeas e bromélias. Esse uso levou o xaxim a entrar na lista das espécies ameaçadas de extinção do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Mesmo porquê, além da exploração descontrolada, ao tirar o xaxim da natureza, plantando-o em locais desfavoráveis, morre em pouco tempo, colocando a população da espécie em risco de extinção. Acredita-se que cerca de 75%, de uma população de mais de três milhões de indivíduos adultos, tenham sido retirados da natureza nos últimos 10 anos, apenas no Estado do Paraná. Portanto devemos ter cuidado com seu uso no paisagismo, devido ao risco de extinção, usando-o racionalmente, com mudas originárias de plantas cultivadas e não daquelas extraídas do seu habitat natural.

Evolutivamente, a família Dicksoniaceae parece ter se originado cerca de 135 milhões de anos atrás, quase à beira do início da era do Jurássico Superior, por conseguinte uma espécie vegetal presente no nosso planeta desde tempos imemoráveis. 

  • Sinônimos estrangeiros: Tree fern, (em inglês); helecho de tronco, helecho lanudo, chachís, palma boba, (em espanhol); fougères arborescentes, (em francês).
  • Família: Dicksoniaceae.
  • Características: Arbusto escultórico.
  • Porte: Até 4,00 m de altura.
  • Cor da folhagem: Verde claro.
  • Origem: Sul e Sudeste do Brasil, Bolívia.
  • Clima: Subtropical.
  • Luminosidade: Meia-sombra, sombra.
  • Solo: Muito úmido.

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6 Comments

  1. Prezado Raul, obrigada pelas informações. Meu vizinho possui um exemplar dessa samambaia e, para fins de preservação e ornamentação, eu gostaria de reproduzi-la em formato de muda. O senhor poderia me dar instruções de como posso fazer essa muda sem prejudicar a planta original? Grata.

    • Cara Maíra,

      A Dicksonia sellowiana é de difícil reprodução e seu processo de crescimento é extremamente lento, estas plantas não possuem
      flores e a reprodução acontece pela reprodução de seus esporos, no verso das folhas. Portanto para a reprodução desta samambaia é necessária a germinação desses esporos.

      Para reproduzir esta planta, coloque uma folha de papel embaixo de uma das folhas, em seguida balance suavemente até cair as partes secas da planta, que não devem ser aproveitadas.
      Depois em um outro papel limpo sacuda novamente para passar os esporos que deverão sofrer uma imersão em 10% de água sanitária e 905 de água filtrada.
      Em seguida lave-os com água morna e coloque-os sobre um papel toalha até secarem.
      Após secos pode semeá-los em um solo composto por 70% de um bom substrato (recomendo o Forth Substrato Samambaias) e 30% de areia média lavada.

      Abraços

  2. O Chachis é o mesmo Ferni que usaram para reflorestar Nova Zelândia?

    • Não Vera,

      A Nova Zelândia tem um número incomumente alto de espécies para um país temperado. La há cerca de 200 espécies, variando de samambaias com 10 m de altura a 20 mm de comprimento. Uma das mais comuns nesse país é a Cyathea dealbata, entretanto não está presente a Dicksonia sellowiana.

      Abraços

  3. GOSTARIA DE UMA MUDA, COMO CONSEGUIR