Hymenaea courbaril

jan 5, 2017 por

jatobá, jatobazeiro, copal, jari, jataí, jutaí, jutaí-açu, jutaí-bravo, jutaí-grande, jataí- grande, jataí-açu, jataí-peba, jataí-uba, jataí-uva, jataíba, jataúba, jatiúba,  jatioba, jupati, farinheira

Seu nome popular, jatobá, deriva do tupi e significa fruto de casca dura e jataíba pode ser traduzido como árvore da abelha jataí, por causa de suas flores melíferas. Pouco utilizado no paisagismo, apesar de sua imponência e talvez por causa de seu crescimento lento, tem amplo aproveitamento no setor florestal e na medicina popular, aproveitando a casca para o tratamento de gripes, bronquite, infecções da bexiga, cistite e também como vermífugo. Essa casca fornece uma resina usada como verniz, mas também como incenso e sua madeira pesada e utilizada em construções externas, moveis, portas, janelas, assoalhos, batentes, dormentes ferroviários e cruzetas, além dos indígenas a usarem para a confecção de embarcações. Estes últimos utilizavam essa resina na ponta de suas flechas para incendiar as choupanas de seus inimigos e consideravam a árvore como algo sagrado, servindo os frutos antes de alguns rituais, acreditando no poder deles para auxiliar o equilíbrio mental nos exercícios de meditação. A ciência tem demonstrado que realmente colaboram nas funções do cérebro.

A polpa do fruto é utilizada para fazer farinha além de ser apreciada muito pela avifauna, especialmente veados, cutias e macacos, estes derrubam os frutos trepados em cima da árvore e em seguida os batem no tronco para abri-lo, de maneira similar a como as pessoas no campo procedem. Já os roedores como a anta e a paca, os roem disseminando as sementes na mata, colaborando com a dispersão.

É visto em altitudes de até 1200 m acima do nível do mar, tanto em solos arenosos como nos argilosos bem drenados ou suportando encharcamentos periódicos, mas raramente em campos abertos, onde fica atarracado, especialmente no Cerrado.

Deveria ser melhor aproveitada no paisagismo urbano pelo alto poder que tem de despoluir áreas contaminadas pela contaminação atmosférica e por ser muito cobiçada pela avifauna que colabora na sua distribuição.

  • Sinônimos estrangeiros: brazilian copal, amami-gum, (em inglês); guapinol, jatobajatobá, jatayva, (em guarani); algarrobo, (em Argentina); paquió, (na Bolívia); algarrobo, jutahí, guapinal, nazareno, quenuque, guanano, ton-ka; (em Colômbia);algarrobo, corobore, (em Venezuela); guapinol, ((em México e Nicarágua); surikra, tema, tsi-tsi-ñau, (em Costa Rica); copal, algarrobo, azúcar muyo, tocte,  (em Equador); azúcar huayo, yutubanco, courbaril, capirona, capirona negra, palo-mulato (em Peru).
  • Família: Fabaceae  Caesalpinioidae
  • Características: árvore imponente de tronco liso.
  • Porte: 15 a 30 m de altura, podendo atingir 45 metros ou até mais no interior da mata amazônica. O DAP alcança aproximadamente 1,00 m a 1,50 m.
  • Fenologia: verão.
  • Cor da flor: brancas a creme alaranjadas, possuem 5 pétalas e são polinizadas por beija-flores e morcegos.
  • Cor da folhagem: verde brilhante com textura coriácea.
  • Origem: México até Argentina. No Brasil, ocorre do norte até o sudeste, tanto em solos de alta como de média fertilidade.
  • Clima: tropical/ subtropical.
  • Luminosidade: sol pleno.
Raul Cânovas nasceu em 1945. Argentino, paisagista, escritor, professor e palestrante. Com 50 anos de experiência no mercado de paisagismo, Cânovas é um profissional experiente e competente na arte de impactar, tocar, cativar e despertar sentimentos nos mais diversos públicos.

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