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Paisagismo e Jardinagem

Kalanchoe tubiflora

flor-de-abissínia, bálsamo alemão, cacto-japonês, cacto-da-abissínia

Está aí uma planta que lembra minha infância. Por causa da propagação extremamente fácil, e até espontânea, brincava com ela soltando as gemas localizadas no ápice das folhas, para reproduzi-la. E mesmo que não contasse com minha ajuda, as mudinhas cresciam por conta própria em volta da planta-mãe, deixando-me maravilhado. Apesar de não ser mais criança, continuo a me encantar com ela , contemplando-a nos lugares mais insólitos como, por exemplo, os telhados das casas coloniais em Parati ou nos espaços áridos, como marquises, convivendo com o tapete-inglês e o ripsális.

Com um formato muito original, esta planta suculenta, classificada também como Briophyllum tubiflorum, possui folhas cilíndricas (por isto sua classificação tubiflora) e tigradas. As flores, que os beija-flores adoram, surgem nos extremos de cada planta e são exuberantes ao ponto de consumir as energias da planta, que sucumbe após a florada. Nos terrenos férteis apresenta um viço maior, segurando por mais tempo as folhas próximas a sua base. Entretanto quando úmidos demais e com pouca drenagem, dificilmente suporta muito tempo, apodrecendo suas raízes.

No paisagismo, cabe em situações onde a manutenção e as regas são dificultadas pelo acesso complicado. Lajes, jardineiras onde a aproximação é trabalhosa, canteiros com pouquíssima profundidade, varandas em apartamentos de final de semana, e qualquer outro espaço onde seja complicada a conservação e não se tenha muito tempo para aguar as plantas. Nestas ocasiões, a flor-de-abissínia, que pertence ao gênero Kalanchoe compreendendo cerca de 200 espécies nativas, principalmente no continente africano, é quase imbatível.

  • Sinônimos estrangeiros: chandelier plant, mother of million (em inglês); mamá de Miles (em espanhol).
  • Família: crassulaceae.
  • Características: herbácea perene para forrações.
  • Porte: 0,30 a 0,80 cm.
  • Fenologia: todas as estações, mas com maior ênfase no final do inverno.
  • Cor da flor: róseo avermelhado.
  • Cor da folhagem: verde-azuladas com manchas arroxeadas (suculentas).
  • Origem: Madagascar.
  • Clima: temperado/subtropical/ tropical (não tolera geadas).
  • Luminosidade: sol pleno.

Responder Adriana Maria da Silva Melo Cancelar resposta

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6 Comments

  1. Olá bom dia querido amigo Raul não tenho tido muito sucesso com as plantas depois que vim para o estado do Rio de Janeiro mas precisamente cidade de Macaé, vim de São Paulo cheguei à uns dois anos. Qual a mistura correta para dar desenvolvimento nas plantas suculentas ?! Pois nem a zamioculca estou conseguindo botar pra frente rsrs.
    Desde de ja agradeço sua atenção!

    • Olá Adriana,

      Em primeiro lugar deve considerar que o clima de Macaé é mais quente e muito mais úmido que o de São Paulo.

      Portanto o solo onde essas suculentas estão plantadas deve ser arenoso para lhes propiciar uma boa drenagem. A adubação não deve ser nitrogenada, isto é, evite estercos, torta de mamona, etc.Prefira fertilizantes formulados específicos, com o Forth Cactos.

      Abraços

  2. Kalanchoe Tubiflora- uma fitoterapia recomendou está planta para usar nos olhos, cortando a folhinha e colocando o líquido que sai , direto no olho. Agora fiquei confusa pois vi que está planta é tóxica. Por favor vcs podem me ajudar? Agradeço muito .Abraços

    • Olá Sandra,

      O gênero Kalanchoe compreende cerca de 200 espécies originarias, principalmente da Africa. O K. tubiflora é uma delas e muitas são medicinais e, segundo afirmam, anticancerígenas em certos casos.

      Entretanto não me sinto avalizado para recomenda-la como colírio, já que não disponho dessa informação e tampouco só um profissional da área de saúde para fazer isto.

      Abraços

  3. Na parte em que vc fala dos locais em que vc acha ela, vc esqueceu de falar das casas de pessoas afixionadas por suculentas como eu!!

    • É verdade, Natã, também me incluo entre os aficionados!