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Paisagismo e Jardinagem

Melaleuca leucadendra

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Foto de Geoffrey Derrin, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons

Ela se destaca por causa da casca do tronco, espessa e papirácea que exibe finíssimas camadas de lâminas com tonalidades bege, creme e tons acinzentados. As flores são pequenas, brancas ou creme, reunidas em inflorescências em forma de escova de garrafa. São perfumadas e atraem abelhas, borboletas e outros insetos polinizadores.

Foto de bibit bunga, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons

A Melaleuca leucadendra cresce normalmente em solos pantanosos e em brejos, tem raízes longas e finas que permitem que ela respire e absorva água mesmo em solos alagados, suas folhas também são adaptadas para crescer em condições úmidas. Elas são coriáceas e brilhantes, o que ajuda a protegê-las da água.

As abelhas são suas principais polinizadoras, elas são atraídas pelo néctar e pelo pólen das flores e ao coletar esses recursos, acabam transferindo o pólen de uma flor para outra, o que permite a fecundação e a formação de frutos, além da produção de um mel de cor clara, com um sabor suave e floral.

Foto de John Robert McPherson, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons

Ela é tolerante a uma ampla gama de condições ambientais, incluindo solos pobres. Essas características a tornam uma espécie invasora agressiva. Quando se estabelece em uma área, ela pode rapidamente dominar a vegetação nativa. Isso pode causar uma série de problemas ambientais, incluindo a destruição de habitats naturais, competindo com as espécies nativas. Na Flórida – USA, tornou-se uma espécie invasora, pois se adapta muito bem às condições climáticas e ambientais da região. Ela é capaz de crescer em qualquer solo úmido ou pantanoso. Além disso se reproduz rapidamente, tanto por sementes quanto por brotos vegetativos. Também tem um impacto negativo sobre a vida selvagem da Flórida. Os seus matagais impedem o acesso de animais à fontes de alimento e água, e também podem fornecer abrigo para predadores. Além disso, as raízes  podem obstruir canais de drenagem, causando inundações. A densidade na região é grande, chegando a 500 árvores por hectare, ou seja um indivíduo a cada 20 metros quadrados.

Os brotos, os frutos e o óleo extraído das folhas, são indicados para o tratamento de infecções urinárias e intestinais, otites, nevralgias, dores reumáticas, picadas de insetos, doenças do sistema respiratório, cicatrização de feridas, cuidados com a pele e desânimo.

É uma árvore de crescimento rápido e pode ser propagada por sementes ou estacas.

  • Sinônimos estrangeiros: cajeput tree, paperbark tree, swamp tea tree, blue gum, (em inglês); cayeput, cayeputi, corteza de papel, árbol de cajeput, árbol de té, árbol de papel (em espanhol); kajeputbaum cajeputbaum, teebaum, papierbaum, (em alemão); arbre à cajeput, arbre à thé, arbre à papier, (em francês); cajeput, albero del tè, albero del carta, (em italiano); cháshu, (em chinês); tichir, (em coreano); tīchūrī, (em japonês).
  • Família: Myrtaceae.
  • Características: árvore perene.
  • Porte: de 12 até 20 metros de altura.
  • Fenologia: de dezembro a março.
  • Cor da flor: branca ou creme.
  • Cor da folhagem: verde brilhante na face superior e verde-acinzentada na face inferior.
  • Origem: norte da Austrália, sudeste asiático, Nova Guiné e Ilhas do Estreito de Torres.
  • Clima: tropical/subtropical.
  • Luminosidade: sol pleno.

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