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Paisagismo e Jardinagem

Importância da flora espontânea – oitava parte

Geralmente, a Centelha asiática aparece como uma planta invasora nos quintais, sendo retirada quando é notada. A maioria das pessoas, porém, não sabe que ela possui um valor considerável, inclusive econômico, na fitoterapia.

A forma de desenvolvimento e de propagação dessa espécie lembra o morangueiro, mesmo não sendo da mesma família, pois ela pertence à família Apiaceae, enquanto o morangueiro é uma Rosaceae. Pode receber outro nome popular, como gotu-kola e colágeno-de-gotu, mas até por esses nomes, não é muito conhecida pela maioria da população.

De origem Asiática, no Brasil, atualmente, é encontrada em quase todas as regiões do país, desde que o solo tenha boa umidade. Na época de estiagem, a centelha-asiática pode desaparecer, mas depois se restabelece novamente, desde que haja umidade.

A centelha-asiática ajuda a desintoxicar o corpo de substâncias químicas, tem efeito revitalizador nas células do cérebro e nervos, podendo também ajudar a estimular a produção de colágeno, quando usado anteriormente e topicamente sobre a pele, conferindo um aspecto mais firme sobre esta. Entre os usos medicinais, podem ser citados, por exemplo, para tratamento de úlceras varicosas, da psoríase, de diarreias, de insuficiência venosa, de febres e de doenças do trato genital.

Destaca-se na melhoria da cicatrização, por ter propriedades regenerativas, estimulando a mitose celular. É muito usada em produtos cosméticos, na fabricação de cremes reafirmantes e para celulite, inclusive no combate contra à queda de cabelo. Restabelece as trocas metabólicas entre o tecido conjuntivo e a corrente sanguínea, permitindo não haver acumulação de toxinas e águas, atuando sob a circulação, desinchando e desintoxicando,  podendo gerar um aspecto emagrecedor, no qual é bem visto pelas mulheres.

Estudos demonstram que suas substâncias ativas podem contribuir na melhora da celulite, ao agir no tecido congestionado, subnutrido e sem elasticidade, promovendo uma ação reguladora, que ajuda a normalizar a produção de colágeno e a melhorar a circulação local.

Autores do texto:
Acadêmica de Biologia Juliana Ferrari
Eng. agr. Marcos Roberto Furlan

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