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Paisagismo e Jardinagem

Sempervivum tectorum

sempre-viva-dos-telhados, barba-de-júpiter, barba-de-pau, couve-de-cobra

Foto de Cephas, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons

Desenvolve em ambientes secos, isto é, com baixa umidade ambiente e pleno sol, suportando bem os invernos frios das montanhas do sul da Europa, sobrevivendo bem em ambientes áridos.

Foto de Mixapirgossi, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons

Possuem a forma de rosetas suculentas, com folhas  pontiagudas e lisas, com tonalidades variando do verde aos avermelhado. Essas rosetas criam novos brotos, em torno da planta mãe. Produz flores estreladas de cor rosa no verão, que surgem em hastes podendo alcançar até 30 centímetros de altura. As raízes fibrosas se adaptam bem nos solos pobres, arenosos e pedregosos. É resistente à seca e não precisa de regas frequentes, sendo muito resistente ao frio, podendo suportar temperaturas abaixo de zero. Pode ser suscetível a cochonilhas e podridão em solos encharcados.

Foto de Joan Simon from Barcelona, España, CC BY-SA 2.0, via Wikimedia Commons

É ideal para jardins de pedra e locais secos, podendo ser usada como cobertura de solo em áreas ensolaradas, também funciona bem em vasos e arranjos mistos de suculentas.

Uma tradição romana afirma que protegia as construções contra raios, infortúnios e malefícios, quando cultivada nos telhados das casas, repelindo raios, tempestades e outros perigos. Sua capacidade de sobreviver em condições adversas também a tornava um símbolo de força e perseverança. Na mitologia grega, a barba-de-velho era associada ao titã Cronos, deus do tempo. Segundo a lenda, Cronos devorava seus filhos para evitar ser destronado. No entanto, quando Zeus nasceu, sua mãe Rhea o escondeu em uma caverna e o alimentou com leite de cabra. Para proteger Zeus, Rhea plantou um Sempervivum tectorum na entrada da caverna. Acreditava-se que a planta era imortal e que sua presença protegeria Zeus da fúria de Cronos.

O nome Sempervivum deriva do latim e significa “sempre vivo”, referindo-se à capacidade da planta de sobreviver em condições adversas.

A propagação ocorre na primavera, quando surgem as brotações. De cada planta mãe se obtém até quatro plantinhas novas, saindo facilmente e tomando cuidado para não quebrar as raízes.

  • Sinônimos estrangeiros: sigrim, sil-green, aye-green, houseleek, jove’s beard, thor’s beard, all-heal, roof leak, poor man’s scepter, stone rose, fairy bread, rosula, (em inglês); siempreviva, hierba puntera, barba de San Pedro, coscoja,  siempreviva del tejado, (em espanhol); joubarbe, joubarbe des toits, barbasse, barbe de Jupiter, coussin de belle-mère, grassette des toits, joubarbe commune, petite joubarbe, (em francês);  donnerbartdachwurz, hauswurz, steinrose, pimpernell-hauswurz, gemeine hauswurz, (em alemão); semprevivo tetto, barba di giove, barba di San Pietro, cotiledone tomentoso, erba grassa, (em italiano).
  • Família: Crassulaceae.
  • Características: herbácea suculenta perene.
  • Porte: entre 5 a 15 centímetros de altura.
  • Fenologia: verão.
  • Cor da flor: rósea.
  • Cor da folhagem: verde azulado, com as pontas vermelho acastanhado.
  • Origem: Alpes e Pirineus.
  • Clima: temperado/subtropical.
  • Luminosidade: sol pleno.

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