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Paisagismo e Jardinagem

Tecoma stans

ipezinho-de-jardim, ipê-mirim

Foto de சூரியா சுந்தரராஜன், CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons

Pode ser considerado como árvore ou arbusto, na primeira ocorrência é apreciada em calçadas sob redes elétricas, por causa de seu pequeno porte, neste caso deve ser educada podando as brotações que aparecem mais próximas do solo, estimulando a verticalização. Já como arbusto pode ser aplicado isoladamente ou em renques, criando cercas densas. Suas folhas apresentam bordas serreadas e as flores tubulares e levemente perfumadas, tem mais de 5 centímetros de comprimento, sendo muito similares com as dos outros ipês, elas surgem profusas, adornando a planta durante um longo período e desaparecendo no inverno.

Foto de Treeworld Wholesale, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons

No sul do Brasil tornou-se espontânea e por vezes um tanto invasiva, entretanto possui um alto potencial apícola, atraindo 48 espécies de abelhas, além de borboletas e beija -flores. Tolerante aos solos pobres, mas bem drenados, suporta a estiagem, não sendo atacada por pragas ou doenças o que a torna muito interessante na xerojardinagem, onde se busca sustentabilidade. No seu habitat natural geralmente aparece isolada em áreas íngremes, ao longo de rodovias, nas encostas de morros e locais rochosos.

Foto de Mokkie, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons

A cultivar “Gold Star” foi introduzida na horticultura pela Texas A&M University e foi selecionada de um jardim em San Antônio por suas características interessantes. Tem uma forma mais compacta, que contrasta com as mais altas e esguias da espécie. Ela suporta o calor extremo e é resistente a pragas. Mas o mais notável é a sua floração prolífica. Normalmente, a espécie floresce de meados da primavera, verão ao outono, mas esta cultivar começa a florescer no início da primavera e continua até a ocorrência das primeiras geadas. A “Gold Star” é menor, atingindo uma altura de mais ou menos dois metros e suporta temperaturas de até -5º C.

É a flor nacional das Bahamas e da Ilhas Virgens. O nome do gênero, Tecoma, é uma abreviação de seu nome mexicano “tecomaxochitl” e a denominação stans,  significa “ereto.

Multiplica-se facilmente por sementes ou estaquia.

  • Sinônimos estrangeiros: yellow bells, yellow cedar, yellow elder, trumpetbush, trumpetflower, (em inglês); tronador, guarán amarillo, tronadora, árbol canário, trompeta amarilla, chicalá, quillotocto, vainillo, sauco amarillo, (em espanhol); nixtamaxochitl (em México); k’an lool, (em língua maia); tecoma gialla, (em italiano); trompette d’dor, técoma jaune, bois pissenlit, (em francês), gelber trompetenstra uch, gelbe tecome, (em alemão).
  • Família: Bignoniaceae.
  • Características: árvore ou arbusto lenhoso e perene.
  • Porte: 3 a 5,50 metros de altura.
  • Fenologia: primavera, verão e outono. Nas regiões de clima tropical o ano todo.
  • Cor da flor: amarela.
  • Cor da folhagem: verde clara.
  • Origem: sul dos Estados Unidos (Texas, Arizona, Flórida), México, América Central, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia, Argentina e Venezuela.
  • Clima: subtropical/temperado. Tolera frio.
  • Luminosidade: sol pleno.

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2 Comments

  1. Quais os danos causados pelo Tecoma stans……???????

    • Antônio,

      Isto é comentado na matéria, onde escrevo:” No sul do Brasil tornou-se espontânea e por vezes um tanto invasiva”.

      Por causa de sua ampla disseminação pode tomar conta de grandes extensões em áreas cultivadas.

      Abraços

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