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Paisagismo e Jardinagem

Modismos que marcaram nossos Jardins

Algumas curiosidades

 

As roseiras

O padre jesuíta José de Anchieta  (1534 — 1597)  trouxe consigo algumas mudas de roseiras em 1553. Muito tempo depois, o juiz de direito Joaquim Martins Fontes da Silva enviou a Paris 62 variedades para a Exposição Internacional, nos jardins de Bagatelle, no ano de 1908, obtendo vários prêmios. E por falar delas, Roselândia, em Itapevi – SP,  realizou a primeira festa das rosas, em 1952.

O Jardim da Luz

Em São Paulo, o primeiro jardim de que se tem notícia, foi feito em 1680, quando João de Toledo Castelhanos construiu uma casa para seus finais de semana, rodeada por plantas em um espaço que hoje é ocupado pelo Jardim da Luz. Passado mais de um século, em 1799, nessa mesma área, foram plantados os primeiros exemplares de pândano-vacuá (Pandanus veitchii) trazidos, provavelmente, da Polinésia.

Jardim da Luz – 1903

Dom João VI

Em 1812, Luiz de Abreu fugindo das Ilhas Mauricio, trouxe de lá, mudas de canforeira (Cinnamomum camphora), camélia (Camellia japonica) e de palmeira-imperial (Roystonea oleracea), presenteando-as ao Imperador Dom João VI que, a partir dessa ocasião, transforma a Fábrica de Pólvora no Real Horto, hoje, Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Época na qual os jacintos eram muito populares. Em 1859, Frei Custodio Alves Serrão, então diretor do Real Horto, traz da Ilha de Madagascar o primeiro flamboyant  (Delonix regia).

Jardim Botánico do Rio de Janeiro

Paul Germain

Em 1817 Paul Germain, um agrônomo francês, trouxe a Pernambuco, para serem cultivadas no Jardim Botânico de Olinda, a caramboleira (Averrhoa carambola), o bambu-gigante (Dendrocalamus giganteus) e a areca-bambu (Dypsis lutescens), esta última foi levada mais tarde ao Rio de Janeiro, tornando-se uma das palmeiras mais utilizadas pelos paisagistas, tanto nos jardins como em vasos, até a década de 1990.

Olinda, Século XIX

Dom Pedro II e a República

jasmim-do-imperador

O jasmim-do-imperador (Osmanthus fragrans) é um arbusto de bom tamanho que na primavera floresce oferecendo um aroma deliciosamente doce, Dom Pedro II escolhe a flor para usá-la na lapela de seus casacos e é por esse motivo que é conhecida até hoje por esse nome popular. O croton (Codiaeum variegatum), torna-se, também, muito popular nos finais do século XIX, especialmente a variedade com folhas verdes e amarelas, que é chamada de folha-da-independência festejando o início da República. A espada-de-são-jorge (Sansevieira trifasciata), trazida pelos escravos nos navios negreiros, torna-se popular nos jardins dessa mesma época.

Raul Cânovas nasceu em 1945. Argentino, paisagista, escritor, professor e palestrante. Com 50 anos de experiência no mercado de paisagismo, Cânovas é um profissional experiente e competente na arte de impactar, tocar, cativar e despertar sentimentos nos mais diversos públicos.

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