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Paisagismo e Jardinagem

MOSCA-BRANCA-DOS-FICUS

Nesta quarta-feira começou a ser testado o uso do óleo de nim para controlar essa praga em Belo Horizonte. O repelente natural já vinha sendo experimentado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMMA), mostrando-se eficiente no combate à mosca-branca-dos-fícus (Singhiella sp.). Entretanto, sua utilização esbarrava na liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que acabou autorizando.

Mosca-branca

As tentativas da SMMA, demostraram que o nim conseguiu matar 97,5% das ninfas – fase inicial do inseto – e até mesmo moscas adultas. Ou seja, apenas 2,5% sobreviveram. Nos testes com um fungo parasita, 9% das ninfas sobreviveram. Nos ramos dessas árvores estão sendo colocadas placas adesivas de cor amarela, com a intenção de atrair a mosca e prendê-la na cola dessa isca.

Essas figueiras, aparentemente robustas e rústicas, sofrem e sucumbem à mosca-branca, inseto encontrado em todo o mundo e provavelmente originário da Índia. São muitas as plantas hospedeiras dela, calcula-se que mais de 900 permitem a vida e procriação desta mosca que, supostamente, transmite uma centena de vírus. Ela prolifera graças aos ventos e ao transporte de resíduos vegetais contaminados. Segundo afirma o pesquisador Francisco José Zorzenon, do Instituto Biológico de São Paulo. Mas apesar de matar as árvores, como já vem ocorrendo em várias cidades do país a possibilidade da mosca-branca causar danos a pessoas e animais é mínima, a não ser com a queda de galhos afetados. O único perigo é o de alergia entrando em contato com os fungos das folhas caídas, se a pessoa está com resistência baixa, pode acabar se coçando e espirrando.

Temos centenas de árvores nativas com virtudes estéticas e ambientais que não exigem controle de pragas nem adubações, já que aclimatadas em cima de rochas sedimentares, com cerca de dois bilhões de anos de idade, surgiram há 130 milhões de anos, para viver entre nós, placidamente, sem rebuscamentos nem frescura. Os paisagistas devem ficar atentos, deixando de lado essências exóticas, de difícil manejo.

De forma sugestiva essa mosquinha nos ensina a olhar em direção ao nosso lado genuíno e autêntico, um espaço pleno de recursos florísticos a espera de nossa atenção. Como diria Charles Dickens, autor de Oliver Twist, “cada fracasso ensina ao homem algo que ele precisava aprender”.

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2 Comments

  1. Bom dia.
    Na Praça de minha cidade tem varios pés de FICUS, já com 60 anos de existencia, agora esta sendo atacado por fungos, as folhas amarelam, caem em poucos dias e semana depois a arvore está seca. Esta passando uma para as outras. Como atacar este inseto?

    • Boa tarde Carlos Roberto,

      Precisaria mais dados sobre esse fungo e até saber se realmente é uma doença fúngica ou um inseto, como você escreve; já que há muitos problemas que afetam os ficus, como mosca branca, cochonilha, ácaros e tripes. Há doenças também, como o Xanthomonas campestris. Neste último caso mantenha a umidade do solo uniforme e faça pulverizações semanais com Forth Cobre.

      Abraços