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Paisagismo e Jardinagem

Habitação – uma questão de saúde

Como já comentamos anteriormente, viver bem é uma questão de saúde, o que está diretamente ligado à qualidade de vida.

Você vai descobrir agora, a necessidade da pintura e da escolha das cores nas nossas habitações. Para isso, faremos um breve comentário sobre os efeitos das cores, conforme diversos estudos científicos, técnicos e até mesmo empíricos.

O estudo das cores fica cada vez mais interessante, quando nos damos conta da grande influência que exercem sobre nós. Elas influenciam diretamente no comportamento das pessoas e definem ações. São usadas para decoração, para esconder, ressaltar, para demonstrar sentimentos e até para trazer a cura. A cromoterapia, por exemplo, é um tratamento que utiliza a energia das cores para harmonizar o ser humano.

Quando falamos em energia, nos vem à mente ondas energéticas. A física define o tamanho delas do espectro de luminosidades, que caracterizam as cores perceptíveis pelo olho humano, e vão de 4.000 a 7.800 A (Angstron). O nível inferior delas é representado pelo infra-vermelho, e o superior pelo ultravioleta, estando bem ao centro dessa faixa do espectro, o amarelo, razão pela qual é a cor mais notada pelo olho humano.

A cor é uma realidade sensorial, a qual não podemos fugir. Além de atuarem sobre a emotividade humana, produzem sensação de movimento, uma dinâmica envolvente e compulsiva. Vemos o amarelo transbordar de seus limites espaciais com uma força expansiva, que parece invadir os espaços circundantes; o vermelho, embora agressivo, equilibra-se sobre si mesmo; o azul cria a sensação de proximidade, outras de distância.

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) aponta regras sobre o uso da cor na segurança do trabalho e o uso das cores no campo industrial, apoiando-se na linguagem psicológica educacional, que inclina o indivíduo a reações automáticas e instantâneas.

As cores constituem estímulos psicológicos para a sensibilidade humana, influindo no indivíduo, para gostar ou não de algo, para negar ou afirmar, para abster-se ou agir. Muitas preferências sobre elas se baseiam em associações ou experiências agradáveis tidas no passado e, portanto, torna-se difícil mudarem as opiniões sobre as mesmas. Na realidade, os estudos e pesquisas realizados por eminentes psicólogos e especialistas da área, propiciam um claro esquema de significação. Assim sendo, veja o resumo do significado de algumas delas:

1 – Branco: Sugere pureza. Cria uma impressão de vazio e de infinito. Evoca frescor e limpeza, principalmente quando combinado com o azul. Exemplo: ordem, simplicidade, luz, paz, higiene e harmonia. Boa para cozinha, banheiro, área de serviço e tetos.

2 – Preto: Silêncio, sujeira, sombra, enterro, noite, carvão, fumaça, condolência. Quando brilhante, confere nobreza, distinção e elegância. Cor preponderantemente masculina. Não é boa para parede, nem teto, exceto em determinadas situações.

3 – Cinza: é a expressão de um estado de alma duvidosa e neutra. Símbolo da indecisão e da ausência de energia. Quanto mais sombrio, mais conota desânimo, monotonia. Exemplo: pó, chuva, ratos, neblina, máquinas e mar sob tempestade. Não é boa para paredes, nem tetos.

4 – Vermelho: Significa força, virilidade, masculinidade, dinamismo. É uma cor exaltante e até enervante. Impõe-se sem discrição. É uma cor essencialmente quente, transbordante de vida e de agitação. Pode ser usada em uma única parede de um quarto, desde que as outras paredes tenham tom pastel.

5 – Laranja: Transborda irradiação e expansão. É acolhedor, quente, íntimo. Exemplo: outono, pôr-do-sol, festa, comida e movimento. Pode ser usada em uma parede de um quarto, desde que as outras paredes tenham tom pastel.

6 – Amarelo: É uma cor luminosa e muito forte para atrair a atenção, seja sozinho ou em conjunto com outras cores. É feliz, vibrante e vivo. Exemplo: luz, esperança e atenção. Pode ser usada em quartos, salas escritório, mas sempre em tom pastel.

7 – Verde: Cor universal da natureza. Tem frescor, harmonia e equilíbrio. Cor calma, que não se dirige para nenhuma direção, nem encerra algum elemento de alegria, tristeza ou paixão. O tom mais amarelado sugere uma força ativa, um aspecto ensolarado. Seja em tons mais claros ou escuros, é sempre indiferente e calmo. Exemplo: floresta, natureza, bem estar, tranquilidade, juventude, umidade e saúde. Boa para quartos, salas e escritórios. Deve ser usada em tom pastel. Os mais fortes podem ser usados numa única parede.

8 – Azul: Cor profunda, que acalma. Preferida por adultos, marca uma certa maturidade. Quando sombrio, o azul chama ao infinito. Mais claro, provoca uma sensação de frescura e higiene, principalmente quando na presença de branco. Exemplo: frio, céu, mar, tranquilidade, paz, infinito, meditação e credibilidade. Tom claro é adequado para quartos, salas e escritórios. Já o mais forte, pode ser usado numa única parede.

9 – Roxo: Equivale a um pensamento meditativo e místico, mistério. Assim como o preto remete à nobreza, fantasia, profundidade e doença. Boa para quarto de meditação, mas prefira a tonalidade lilás.

10 – Rosa: É de pouca vitalidade e sugere feminilidade e afeição. É uma cor íntima, de doçura melosa e romântica. Exemplo: feminilidade e delicadeza. Boa para quarto de meninas, desde que em tom pastel.
Essas são as cores básicas, mas encontramos no mercado das tintas residenciais inúmeras variações de cada cor. Escolha de acordo com a sua intuição, pois ela é a melhor conselheira.

Os preços das tintas não estão baixos, mas devemos sempre que possível, há cada três anos, pintar nossas residências. Isso trará alegria, limpeza, satisfação e, consequentemente, saúde, bem estar e qualidade de vida, que é o nosso grande objetivo.

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