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Paisagismo e Jardinagem

Flores do deserto

Flores do deserto

Solanum mammosum – Maminha de vaca

Esta solanácea que leva o nome de pichicio ou maçã de Sodoma na Costa Rica, nipplefruit e titty fruit em países de língua inglesa é nativa da América do Sul, mas está totalmente aclimatada por toda a América Central e Caribe.

Cultivada como ornamental por causa de seus frutos peculiares é uma planta que, apesar de tóxica, é considerada útil no tratamento de pé-de-atleta e irritabilidade.É utilizada também como componente de detergentes. Em Taiwan a mammosum é importada para uso como oferenda religiosa.

Hylocereus

Origem: Incerta.
Distribuição: México, Caribe e América Central.

Trata-se de um gênero com 12 espécies.

Hylocereus undatus
Pitaya – Dama da noite
Outros nomes populares: Rainha-da-noite, pitaia-vermelha, pitaia, pitaia-vermelha-de-polpa-branca, cato-barse, cardo-ananaz, flor-da-lua, cereus noturno.

Essa é a espécie epífita mais cultivada dentre as cactáceas por causa de seus frutos saborosos.

Apresenta belas flores brancas perfumadas com centro amarelo que se abrem, como o nome indica, nas noites do verão.

Em Honolulu (Havaí) existe uma famosa sebe desse cacto na Escola Punahou.

Foi plantada pela Sra. Bigham em 1836 e hoje cerca dois lados da escola estendendo-se por 300 metros e ainda floresce. As pessoas costumavam vir ao cair da tarde para ver a florada e “emprestar” pedaços de estaca para plantar em seu jardim e foi assim que a espécie se propagou por todas as ilhas do arquipélago havaiano.

Araucariaceae

A família das araucariáceas existia por todo o nosso planeta em épocas remotas (Mesozóico). Hoje seu habitat está circunscrito ao hemisfério sul.

Dois são os gêneros: Araucária e Agathis.

A.angustifólia

Em inglês o Pinheiro do Paraná é conhecido como Paraná pine, Candelabra e Monkey-puzzle tree (Quebra-cabeça de macaco) porque, supostamente, os macacos não conseguem alcançar os pinhões por causa da estrutura física da árvore. Isso é uma fantasia, pois essa árvore se livra de suas sementes naturalmente sem intervenção animal ou humana. O que parece verídico é que os ramos dessa araucária se parecem com longos rabos de macaco o que justificaria o nome.

Já foram classificados exemplares com 60 metros de altura mas, na média, atinge entre 25 e 30 metros. No Brasil cresce na floresta subtropical entre 500 e 1200 metros de altitude desde o Rio Grande do Sul até o Paraná e em áreas isoladas de São Paulo e Minas. No noroeste da Argentina já foi encontrada em altitudes de até 1.800 metros. O mais velho exemplar conhecido tem cerca de 500 anos de vida.

As sementes (pinhão) eram fonte de alimentação para os índios que as recolhiam do chão ou usavam arco-e-flecha para derrubar a pinha. Comiam os pinhões assados ou preparavam uma farinha para fazer uma espécie de pão. Hoje não faltam no cardápio junino, aparecem, em conserva e como acompanhamento “exótico” em substituição a outros farináceos como a batata e continuam populares entre os serelepes, preás, maritacas, tirivás e macacos.

Calcula-se que a área de extensão dessas araucárias, em tempos pré-coloniais, atingisse 7 milhões e quinhentos mil hectares aproximadamente. Desde 1511 foi permitida a derrubada dessas árvores pois sua madeira era boa para construir barcos, navios e habitações. Mas foi no período compreendido entre 1870 e 1940 que o desflorestamento, incrementado pelo advento da ferrovia e das rodovias, foi devastador. Hoje a área dessas nativas está reduzida a cerca de 400 mil hectares estando, a maior parte, nos municípios de General Carneiro e Bituruna (RS). Existe também obrigatoriedade de plantio da espécie para quem consome madeira e/ou planta espécies exóticas de reflorestamento como o p.elliotii.

Puya

Puya é uma das plantas pertencente à família Bromeliaceae, subfamília Pitcairnioideae.

Apresenta aproximadamente 200 espécies nativas dos Andes. Muitas das espécie são monocárpicas, ou seja, morrem após a floração e produção de sementes.

O nome “Puya” é originária do idioma Mapuche (Chile) e significa “cabo” pois essa é a forma da espiga floral.

A Puya raimondii é notável por ser a espécie de Bromeliácea de maior altura conhecida, podendo alcançar até 3 metros de altura e a sua espiga floral de 9 a 10 metros.

Outras espécies também são altas, com a vara floral podendo alcançar na maioria das vezes entre 1 a 4 metros de altura.

Algumas espécies de Puya no Chile, conhecidas localmente com o nome de “chagual”, são usadas para fazer saladas a partir da base de suas folhas novas. Uma espécie muito comum é a Puya chilensis.

Puya raimondii

Principais espécies

Puya alpestris Poeppig Gay
Puya berteroniana Mez
Puya chilensis Molina
Puya coerulea Lindl
Puya hortensis L.B.Smith
Puya laxa L.B.Smith
Puya medica L.B.Smith
Puya mirabilisL.B.Smith
Puya spathacea (Grisebach)
Puya venusta R.Philippi

 

 

Welwitschia mirabilis

Essa é uma planta considerada um fóssil vivo. É a única espécie no gênero Welwitschia da Família Welwitschiae.

A welwitschia existe somente no Deserto da Namíbia que se situa em dois países africanos: Namíbia e Angola.

O tronco subterrâneo com cerca de três metros e uma parte aérea (que pode atingir 2 metros) de onde brotam duas únicas folhas que continuarão a crescer durante toda a vida da planta (chegam a 4 metros de comprimento) e se dividem em várias seções formando tiras dando a impressão de que a planta tem várias folhas.

A welwitschia é dióica, ou seja, há plantas macho e plantas fêmea. A fertilização é feita por insetos atraídos pelo néctar das flores que desabrocham tanto nos machos como nas fêmeas.

É difícil saber a idade de uma welwitschia, mas acredita-se que vive muito, muito tempo. Alguns espécimes podem ter mais de 1000 anos.

A maior, conhecida como “The Big” tem 1,4 metros de altura e 4metros de diâmetro.

A planta absorve água através de uma peculiar estrutura das folhas que captam a pouca umidade do sereno noturno do deserto.

Leva o nome do Dr. F. Welwitsch que a descobriu em 1860.

Devido ao crescimento lento e ao fato de ser coletada sem critério por “colecionadores”, é considerada uma espécie em risco. As que crescem em Angola gozam de maior proteção do que as da Namíbia, pois a incidência de minas no solo, resquícios da guerra civil que assolou aquele país, mantém os predadores humanos à distância!

A reprodução é feita com sementes, mantidas umedecidas sob intenso calor e luminosidade cerca de duas semanas. As sementes coletadas no ambiente natural da planta estão frequentemente contaminadas pelas esporas do Aspergillus niger que provocam podridão assim que germinam, mas o Jardim Botânico Kistenbosch na Cidade do Cabo (África do Sul) comercializa sementes limpas bem mais viáveis.

Detalhe da planta macho

Detalhe da planta fêmea

 

 

 

 

 

 

 

 

 

a

Flores do deserto
Arábia Saudita
Cistanche phelypaea (Vassoura amarela)
Família: Orobanchaceae
Parasita das raízes dos exemplares da família das Chenopodiaceae
Halu’k em árabe.

Ao aparecerem em fevereiro assemelham-se a grandes brotos de aspargos. Ao findar março já completaram seu ciclo. Alcançam de 60 a 70 cm de altura e, como as raízes da planta hospedeira podem estender-se por muitos metros a procura de água, brotam, às vezes, em áreas que parecem ser totalmente sem vida. Cada planta produz milhares de minúsculas sementes que podem ficar em dormência por até vinte anos. A semente só germina quando a raiz de uma planta hospedeira estiver a poucos milímetros de distância o que torna possível uma reação química que provoca a germinação.

Vetiver
Chrysopogon zizanioides

São famosos os perfumes cuja base é o óleo desta herbácea nativa do subcontinente indiano, mas o que a torna realmente importante é seu sistema radicular que, melhor do que qualquer outro, é fantástico para o controle da erosão!

Esta planta perene cespitosa que pode viver 50 anos cresce rapidamente formando densas touceiras de até 2 metros de altura e suas raízes aprofundam-se no solo verticalmente por até 6 metros ao contrário de outras gramíneas cujas raízes se desenvolvem horizontalmente. Reproduz-se por divisão de touceiras e não é invasora. Devido às suas características, nada melhor do que plantar vetiver para evitar os efeitos da enxurrada em declives e ribanceiras ou para minimizar e diminuir os danos já existentes. Estudos indicam que reduz, chegando quase a eliminar, os nematóides e tem poder de absorver elementos químicos utilizados na prática agrícola e recuperar áreas degradadas.
Chamada popularmente de capim-vetiver, capim-de-cheiro, grama-cheirosa, grama-das-índias, falso patchuli ou raiz-de-cheiro esta herbácea é cultivada em várias regiões de clima quente do mundo (Índia, Indonésia, África e Índias Ocidentais) e tem vários usos.

Com as folhas se fazem cestos, tapetes e coberturas de telhados.

As raízes odoríferas, das quais é extraído o óleo essencial, servem para fabricar tecidos grosseiros, telas e leques entre outros artefatos.

O óleo espesso e de cor âmbar, além de ser fixante em perfumaria, é febrífugo e usado em aromaterapia para aliviar o stress e relaxar.

Mais informações:
Emater MG – caxambu@emater.mg.gov.br

Samambaia Gigante

A Cyathea medullaris ou Black Tree Fern é uma espécie de samambaia endêmica das Ilhas da Nova Zelândia. Trata-se de uma verdadeira árvore, pois cresce até os 20 metros de altura.

É avistada frequentemente nas florestas verdejantes e escarpadas da Ilha do Norte cujo terreno vulcânico favorece seu crescimento.

Não é incomum encontrá-las em companhia de kauris e podocarpos.

1-Agaveaceas

Agaves, Yuccas e outras plantas já foram classificadas como pertencentes à Família das Amaryllidáceas. Hoje são consideradas uma Família distinta: Agaváceas.
Agavaceae

 

Gênero

Espécies

México

Agave

166

125

Beschorneria

7

7

Furcraea

20

11

Hesperaloë

3

3

Manfreda

28

27

Polianthes

13

13

Prochnyanthes

1

1

Yucca

50

30

TOTAL

288

217

 

AGAVES

O gênero agave é nativo da América. A área de distribuição das espécies vai desde o Estado de Alberta no Canadá, passa pela Dakota do Norte nos Estados Unidos e segue através do Novo México, México, América Central e do Sul até à Bolívia. Existem também exemplares nativos no Caribe, Venezuela, Guianas e até mesmo no Paraguai. A amplitude da área é grande, mas o maior número de espécies está no México: 75%.

Chamados de magueyes e izotes pelos mexicanos modernos, os agaves tem tido relação com o homem mesoamericano desde 9.000 A.C como atestam folhas mascadas e fibras encontradas pelos arqueólogos nas grutas e Coahuila e Vale de Tehuacán.

Durante o florescimento das culturas mesoamericanas, os agaves tiveram um papel importante proporcionando ao homem alimento, calor, teto, vestuário, bebida, remédio, adereço, móveis, instrumentos agrícolas e ração para animais. Foram muito usados também em ritos religiosos.

A domesticação de certas espécies como o maguey de pulque ou maguey manso (Agave salmiana) iniciou-se a cerca de 3.500 anos. Entre 2000 e 200 A.C o maguey era cultivado pelas populações de Tula, Tulacingo e Teotihuacan, fato esse comprovado através de raspadores de pedra usados por essas culturas para  obter à água-miel (água-mel).

Os nahuas utilizavam os magueyes de forma integral, desde as raízes até as sementes e deram nomes diferentes a cada parte da planta. Chegaram a endeusa-lá como Mayahuel, a deusa do maguey, mãe dos 400 senhores coelho, deuses das múltiplas formas de embriaguez.

Ao maguey, enquanto bebida elaborada da água-miel, foram atribuídas origens divinas e seu uso estava destinado a determinados acontecimentos como cerimônias comemorativas da época de colheita ou para propiciar chuva, em casamentos, nascimentos e enterros. Deste modo o maguey teve um lugar de destaque na história indígena do México sobressaindo de modo especial  seu derivado: o pulque.

Licor, intoxicante ritual, bebida alimento-medicinal, liquido sacrifical, vinho sagrado, o teómetl, destinado aos guerreiros vencidos que iam ser imolados, bebida dos reis, dos valorosos e dos sábios.
Alguns códigos europeus, como o Florentino, mostram como se cultivava o maguey quando da chegada dos espanhóis. Francisco Hernandez, protomédico do Novo Mundo e médico e historiador de Felipe II, rei da Espanha e das Índias, em sua obra “Historia de las plantas de Nueva España” (1570) não só cita os nomes dados a algumas espécies de agaves, como as ilustra e descreve seus usos mais frequentes.

Foi Linneus em 1753 que batizou essas plantas com o nome genérico de Agave, palavra de raiz grega que significa “admirável”. Ele descreveu a estranha aparência da planta, sua longevidade e a floração que acontece uma só vez na vida desse vegetal. Após florir e produzir sementes a planta morre.

A palavra maguey, ao que tudo indica, tem origem antilhana, deriva provavelmente de meguey, magheig, magney ou mangueis e foi trazida ao México durante a conquista espanhola. Para os nahuas, o maguey era metl; para os zapotecos era dua ou doba; yabi para os mixtecos e tacamba para os purépechas.

PULQUE

O pulque é uma bebida fermentada de baixo teor alcoólico cujas origens remontam ao tempo das civilizações pré-colombianas.

É do “maguey” manso (agave salmiana) que se extrai o “agua-miel” do qual deriva o pulque que é muito popular ainda hoje no México.

MEZCAL

Mezcal é o nome que se dá a toda bebida obtida extraindo-se o suco de um agave fermentando-o e depois distilando-o.

Nada tem a ver com MEZCALINA que é um alcalóide extraído de um cacto chamado Peyote.

Segundo a região de produção cada mezcal tem um nome diferente e provem de agaves distintos.

Em Sonora o nome é bacanora (agave potatorum ou vaquiana); no Yucatão chama-se xtabentum; em Michoacan o chamam de charanda; em Chihuahua de sotol; em Chiapas comiteco, se chama raicilla na costa de Jalisco e é de produção clandestina e muito forte.

Em Oaxaca é chamado de mezcal, e é extraído do agave angustifólia e do agave americana L.
Em Jalisco seu nome é Tequilla.

Para ser Tequilla só pode ser derivada da “agave tequilana Weber azul”.

Na língua nahuatl a palavra “tequilla” tem vários significados, entre outros:

  • “Lugar de trabalho” > de tequitl = trabalho + tlan = lugar
  • “Lugar onde se corta” > do verbo tequi = cortar + tlan = lugar

Usos Medicinais

Os agaves secretam um suco caústico, é o caso da agave americana que branqueia as mãos e cujos espinhos causam lesões cutâneas, provocando bolhas acompanhadas de coceira e vermelhidão. Se ingerido, o suco causa edema da língua e dos lábios, náusea e vômito. Mas, quando manipulados em laboratório em dosagens balanceadas seus componentes são transformados em medicinais.

Das folhas é extraído um diurético que também é útil para transtornos intestinais e do fígado.

As flores em infusão são excelentes no tratamento da lepra e da sífilis.

Em pó, serve para anemia e distúrbios renais.

As árvores falam

A VOZ DAS ÁRVORES
Antônio Salles
(Fortaleza – CE.1898-1940)

Surdo é quem diz que uma árvore não fala!
Se muitas vezes permanece muda,
logo que um sopro do favônio a embala,
ela em ser eloquente se transmuda.

E, se depois o furacão estala,
como uma fera a esbravejar sanhuda,
ouvireis em seu verbo toda escala
de sons, de flébil queixa à grita aguda.

A planta é um corpo de que o vento é a alma;
fala o ramo florido, fala a palma,
fala a folha minúscula da alfombra.
Que histórias contam! Que gentis segredos
sabem narrar os velhos arvoredos
a quem, cansado, lhe procura a sombra!
(“Águas Passadas”)

a

INGRATIDÃO
Raul De Leoni
(Petrópolis, RJ. 1895 Itaipava, RJ 1926)

Nunca mais me esqueci!…Eu era criança,
e em meu velho quintal, ao sol nascente,
plantei, com minha mão ingênua e mansa,
uma linda amendoeira adolescente.

Era a mais rútila e íntima esperança
Cresceu…cresceu… e, aos poucos, suavemente,
pendeu os ramos sobre um muro em frente
e foi frutificar na vizinhança….

Daí por diante, pela vida inteira,
todas as grandes árvores que em minhas terras,
num sonho esplêndido semeio,
como aquela magnífica amendoeira,
e florescem nas chácaras vizinhas
e vão dar frutos no pomar alheio…
(“Luz Mediterrânea”)

A DAMA DAS BROMÉLIAS
Margaret Mee

Nascida em Chesman na Inglaterra em 1909, Margaret Mee tornou-se uma das mais extraordinárias ilustradoras botânicas do século passado.

Chegou ao Brasil em 1952 e encantou-se com nossa flora. Estabeleceu-se em São Paulo onde residiu até 1968 quando, à convite de Roberto Burle Marx, mudou-se para o Rio de Janeiro. Durante o período paulista trabalhou no Instituto de Botânica (IBT) e desenvolveu um profundo interesse pelas bromélias. Conheceu e trilhou a Mata Atlântica chegando, com suas aquarelas, a registrar 56 espécies distribuídas por 17 gêneros.

Fez sua primeira viagem à Amazônia em 1956, mais quinze se seguiram, a última foi em 1988 quando descobriu uma espécie rara de cacto, o Strophocactus, a “Flor da Lua” de noturnas flores brancas.

Antes de falecer em 1988, criou a Margaret Mee Amazon Foundation sediada no Royal Botanic Gardens de Kew que tem como objetivo a preservação de sua coleção amazônica e a administração de bolsas de estudo para botânicos, biólogos e aquarelistas que queiram aprimorar seus estudos.

Em julho de 1989 foi constituída no Rio de Janeiro a Fundação Botânica Margaret Mee que compartilha com a de Londres alguns de seus objetivos e conta com o apoio da Sociedade Amigos de Margaret Mee.

Escritora, poliglota, amante da leitura e apaixonada pelo mundo vegetal.

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