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Paisagismo e Jardinagem

A Dália vermelha

Ao ler uma reportagem que minha querida amiga, Aline Famá, me trouxe, veio-me a memória de uma lembrança gostosa…

Quando criança, para ir à escola, passava todos os dias na frente de uma casa antiga, onde havia um pequeno jardim. Neste jardim, sempre colorido, diferente de todas as outras casas ao seu redor, havia uma planta que me chamava muito a atenção. Eu sempre perguntava para a minha mãe: “Posso pegar uma flor para a professora?”, mas ela nunca deixava (risos).

Um dia, percebemos que os donos se mudaram e a casa foi colocada à venda, pedi novamente para minha mãe e, enfim, ela deixou. Nossa! Que alegria senti naquele dia: a flor ‘sem nome’ era tão vermelha, que vibrava suas pétalas delicadas. Esse momento ficou em minha memória.

Sem saber o que o futuro planejava para mim, alguns anos se passaram e meus pais compraram a casa em questão, a mesma da flor vermelha. Que coincidência! Mas foi necessário demolir a casa, pois ela era muito antiga e o jardim já não mais existia. Morei por muitos anos na casa nova, construída pelos meus pais, e o pequeno jardim, ficou na memória.

Com o tempo, descobri que a flor era uma Dália vermelha (Dahlia pinnata). Hoje, ao ler a reportagem que minha amiga me trouxe, vejo que esta flor continua cada vez mais linda, com muitas cores e misturas.

Não há como negar, ela havia sumido dos quintais, mas a delicada beleza das Dálias parece recuperar seu espaço. Vale a pena dar uma passada na feira de flores do CEAGESP, às terças e sextas-feiras. Lá, produtores exibem suas Dálias de cores vivas, algumas mescladas com branco, ou muito suaves, como um leve champanhe ou laranja, mas logo avisam: “elas não duram muito”. Mas, quem se importa? Elas são lindas!

Quem sabe não vale a pena ter em seu quintal uma planta como esta, assim fica fácil e divertido montar arranjos sofisticados e românticos em questão de minutos. Pena mesmo, é eu morar em um apartamento e não poder tê-las, mas quem sabe um dia… Quem sabe um dia…

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