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Paisagismo e Jardinagem

Em nome da rosa

Incluir as roseiras em projetos de paisagismo é resgatar um pouco de história

Roseiras são emblemáticas, cheias de significados e essencialmente um dos maiores símbolos do amor. Atualmente, as rosas cultivadas estão disponíveis em uma variedade imensa de formas, tanto no aspecto vegetativo como no aspecto floral. As flores, particularmente, sofreram modificações através de cruzamentos realizados ao longo dos séculos para que adquirissem suas características mais conhecidas: muitas pétalas, forte aroma e cores das mais variadas. Cientificamente, as rosas pertencem à família Rosaceae e ao gênero Rosa L., com mais de 100 espécies, e milhares de variedades, híbridos e cultivares. São arbustos ou trepadeiras, providos de acúleos (falsos espinhos).

Para florescer bem e praticamente o ano todo, a roseira precisa de sol pleno, ou seja, pelo menos de 6 a 7 horas diárias de luz solar direta. Recomenda-se um local arejado, para evitar o surgimento de fungos nas folhas e flores, especialmente em regiões chuvosas.

Desenvolvem-se bem em qualquer tipo de solo, mas é preferível garantir uma terra mais para argilosa, que tenha boa drenagem. O solo rico em
húmus é especialmente benéfico para as rosas.

Cerca de uma semana antes de plantar as mudas, a terra deve ser cavada até cerca de 40cm de profundidade, com espaçamento variado entre 0,50m e 2m, dependendo do porte da muda quando adulta. Para cada m2 de canteiro, incorpore uma mistura de 15 Kg de esterco curtido de gado e 200g de farinha de ossos. Quanto à época de plantio, se for feito com mudas “envasadas” (normalmente vendidas em sacos plásticos), não há restrição para o plantio: pode ser feito em qualquer época do ano, mas os especialistas recomendam evitar os meses mais quentes, sempre que possível. Já para o plantio com mudas chamadas de “raiz nua”, o período mais indicado vai da segunda metade do outono à primeira metade da primavera.

Logo após o plantio das mudas e até a primeira floração, regue moderadamente, porém todos os dias. Depois disso, recomenda-se regar uma vez por semana no inverno e duas vezes por semana em época de seca. Na temporada de chuvas é possível até suspender as regas. Uma dica: a terra deve permanecer ligeiramente seca entre uma rega e outra.

A adubação deve ser feita de duas a três vezes no ano, a primeira logo após a poda anual (entre julho e agosto); a segunda entre novembro e dezembro e a terceira entre os meses de janeiro e fevereiro. A melhor adubação é a orgânica, baseada em esterco animal, composto orgânico, farinha de ossos e torta de mamona.

A primeira poda deve ser feita cerca de um ano após o plantio e repetida todos os anos, entre os meses de julho e agosto.

Incluir as roseiras em projetos de paisagismo é resgatar um pouco de história, pois as rosas são símbolo de amor e beleza em quase todas as culturas.

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3 Comments

  1. Amo rosas e as tenho como uma das minhas primeiras lembranças de infância. Ótimo texto, mas como você mesma disse, preferencialmente solos argilosos. Sabemos que os mesmos, em sua maioria, são ácidos. Então, faz-se mais do que necessário a correção da acidez do solo… Ah, e também para tê-las sempre bonitas, a poda é fundamental!!!

  2. É preciso cortar o galho quando a rosa seca?
    que altura devo cortar?

  3. achei ótimo obrigada pelas dicas