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Paisagismo e Jardinagem

Jardins nas coberturas dos edifícios

Plantas em lugar de telhados economizam até 30% na climatização dos prédios e controlam a emissão de dióxido de carbono

Área verde em uma cobertura de Nova Iorque

Área verde em uma cobertura de Nova Iorque

Há uma preocupação cada vez maior com as propagações de CO2 em algumas cidades do nosso planeta, fazendo com que as autoridades tomem medidas para conter os danos ao meio ambiente. Uma delas é a de implantar áreas verdes na última laje dos edifícios.

Na França, por exemplo, uma lei obriga a implantar jardins nas novas construções na tentativa de controlar a poluição ambiental que quadruplicou nos últimos anos causando a morte de 20.000 pessoas, anualmente, por doenças respiratórias.

Jardins no Rockefeller Center, Nova Iorque

Jardins no Rockefeller Center, Nova Iorque

Os telhados verdes também são obrigatórios na capital da Dinamarca. Copenhague foi galardoada com o título de Capital Verde Européia, em 2014 e a prefeitura decidiu impor legalmente esta prática para reduzir a zero as emissões de CO2 até 2025.

A Universidad Pompeu Fabra, em Barcelona, transformou a cobertura do edifício Mercé Rodoreda do campus da Ciutadella, em uma área verde, seguindo a determinação municipal que a capital da Catalunha firmou para a melhora do clima. A experiência é proveitosa já que os alunos estudam matérias relacionadas com a biologia e outras ciências ligadas aos seres vivos.

Jardins em um moderno edifício de Paris

Jardins em um moderno edifício de Paris

O mesmo está acontecendo em Toronto, a maior cidade do Canadá e a quarta maior cidade da América do Norte. Uma lei similar possibilitou a criação de 1,2 milhões de metros quadrados de telhados verdes em edifícios residenciais, comerciais, shoppings e residências, gerando uma economia anual de 1,5 milhões de kw/hora. Nova Iorque, Chicago e Buenos Aires estão adotando medidas similares.

É importante esclarecer que jardins projetados densamente com arvoretas, arbustos e forrações, conseguem reduzir em até 50% do dióxido de carbono lançado na atmosfera. Não adianta fazer apenas um gramado ou cultivar herbáceas baixas, é necessário um espaço frondoso para se obter esses benefícios.

Por outra parte estes jardins funcionam criando um efeito “toldo”, isolando ruídos e mantendo temperaturas estáveis dentro dos ambientes internos, o que se transforma em economia de energia poupando, pelo menos parcialmente, os aparelhos de ar condicionado.

Raul Cânovas nasceu em 1945. Argentino, paisagista, escritor, professor e palestrante. Com 50 anos de experiência no mercado de paisagismo, Cânovas é um profissional experiente e competente na arte de impactar, tocar, cativar e despertar sentimentos nos mais diversos públicos.

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