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Paisagismo e Jardinagem

O silêncio que nos falta

Praças, parques e outros espaços influem na formação de seus moradores.

O sistema de espaços públicos deve ser considerado como um dos elementos estruturadores da cidade, com funções sociais e ecológicas, e não como objeto secundário e meramente decorativo do projeto urbano

Na maioria das cidades, existem muitos espaços vazios nos bairros. Comumente chamados de áreas verdes, porém, em muitos casos, não possuem uma única árvore. Existe aí, no entanto, uma grande chance de desenvolver um trabalho com a população de forma participativa.

Além das praças, a criação de parques ecológicos, de jardins botânicos e sensoriais e de orquidários são verdadeiros tesouros que influem na formação de seus moradores. São oportunidades dadas à população que, no dia-a-dia, estabelecem vínculos determinantes na formação de cada um de nós. Além do mais, as escolas poderão usar estes locais como suportes para trabalhos de educação ambiental.

O que faz cada cidade ser o que é em relação ao seu propósito original, que deveria ser a qualidade de vida e realização de seu povo, é, muitas vezes, relegado a um plano secundário. Acontece até mesmo de a paisagem natural ser tomada como um inimigo a ser vencido para dar lugar, em cada metro quadrado, a ruas e edificações, resultando em ambientes deformados e poluídos.

O sistema de espaços públicos deve ser considerado como um dos elementos estruturadores da cidade, com funções sociais e ecológicas,
e não como objeto secundário e meramente decorativo do projeto urbano.

Passamos por uma fase onde os problemas ambientais nos trouxeram a preocupação sobre o que oferecer às futuras gerações. Hoje, a preocupação diz respeito à própria sobrevivência do homem na Terra.

Projetar e construir paisagens deve incluir uma indagação permanente sobre os critérios valorativos que possam nortear e reavaliar nossas percepções em relação à natureza, para fazer face à crise ambiental e de valores nas quais nos encontramos imersos.

A natureza não é só a fonte de sobrevivência física do ser humano, mas também o ensina a sair da prisão criada pela sua mente, pois nela existe a introspecção, a oportunidade do silêncio como um catalizador do poder criativo pessoal, capaz de abrir nosso espaço interior para o insight, a intuição e a inspiração.

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