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Paisagismo e Jardinagem

Bonsai

Podemos traduzir bonsai como “plantado em bandeja” sendo cultivada qualquer planta, seja árvore ou arbusto que, artificialmente, desenvolve em tamanho reduzido. Os chineses praticavam esta arte antes da era cristã e os japoneses a aperfeiçoaram.

Isto foi o básico que aprendi, com meus quatorze anos, de um exímio mestre japonês que dedicava, de forma paciente, horas ensinando-me os mistérios de esta arte oriental. Ele me revelava que tudo começava descobrindo, por exemplo, um bosque de macieiras onde muitas cresciam apontando suas copas em direção do sol. Entre tantas devia se encontrar uma de tamanho reduzido, mas com uma copa formosa apoiada em um tronco impecável. Depois, na época da florada, era buscar nessa árvore flores diminutas, de pétalas notáveis. Com o passar do tempo elas se transformariam em frutos e entre eles devia-se selecionar aquele cujo formato, embora miúdo, fosse com uma distribuição de cores impecável. Abrindo essa maçã apareciam as sementes, eram muitas e entre elas selecionaríamos aquela, que apesar de pequena tinha um formato ideal. Depois era cuidadosamente semeada e restava esperar que germinasse. Haja paciência eu pensava! O mestre me esclarecia que o bonsai não é uma variedade anã nem uma miniatura que foi obtida por uma mágica qualquer e sim uma árvore que interage com seu cultivador desenvolvendo uma silhueta peculiar que reproduz os sentimentos humanos.

Durante anos a pequena macieira era acompanhada com adubações precisas, regas frequentes, controle de pragas e podas de copa e raízes para lhe dar o formato desejado.

OS ESTILOS

Eram e são vários os estilos representados por esta arte. Eles se relacionam com o comportamento que as árvores adquirem por ações climáticas ou pelo solo onde crescem.

O Shakan (tronco inclinado), apresenta uma árvore onde o alto não é projetado sobre a base dele. Já o Chocan mostra a estrutura de um exemplar totalmente a prumo. No Soju duas árvores da mesma espécie crescem juntas, com diferentes alturas e em perfeita harmonia. O estilo Moyogi exibe um tronco que se ergue onduladamente conservando um alinhamento perfeito entre a base e o topo.  Já no Sankan podemos contemplar uma única árvore com três troncos, enquanto que no Hokidachi vemos uma árvore desenvolvendo em forma de uma vassoura invertida. No Neagari, as raízes da árvore estão expostas e no Kengai é mostrado um Juniperus, uma azaléa ou um pinheiro crescendo de modo pendente, com toda sua es trutura inclinada para baixo. Um outro estilo muito interessante é o Bujingi-Literati, talvez um dos mais difíceis de praticar, porque é representado por uma árvore sem ramos, terminando com uma fronde limitada, em simetria perfeita com o vaso orgânico que o sustenta. O Fukinagashi exibe uma árvore que sofreu a ação do vento, crescendo com seu tronco e ramos de forma totalmente inclinada para um único lado. No Yosê-Eu vemos nove árvores crescendo em uma única bandeja e no estilo Kabudachi vários troncos emergem de uma só raiz.

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