As matas ciliares

mar 13, 2017 por

A conservação da biodiversidade representa um dos maiores desafios do século

Assim como os cílios protegem os olhos, a mata ciliar protege o rio.

Se nossos rios não tiverem proteção, podemos ter prejuízos sérios

Se nossos rios não tiverem proteção, podemos ter prejuízos sérios

Também conhecida como mata de galeria ou mata de várzea, a mata ciliar é a formação vegetal localizada nas margens dos córregos, lagos,represas e nascentes.

Pelo Código Florestal Federal é considerada como “área de preservação permanente”e tem diversas funções ambientais. Sendo assim, deve ser mantida intocada e, caso esteja degradada, deve-se prever a sua imediata recuperação. Na realidade, toda vegetação natural (arbórea ou não) presente ao longo das margens dos rios e ao redor de nascentes e de reservatórios, devem ser preservada. De acordo com a lei, a largura da faixa de mata ciliar a ser preservada está relacionada com a largura do curso d’água.

Na restauração destas matas há sempre a dúvida na escolha das espécies que deverão ser plantadas e a orientação é de se plantar espécies que são encontradas naturalmente nas matas ciliares da região onde o plantio irá ocorrer. Para isto existem viveiros conveniados aos programas de Mata Ciliar, que recebem sementes coletadas e distribuídas segundo recomendações de órgãos governamentais.

Se nossos rios não tiverem proteção, podemos ter prejuízos sérios, como: escassez de água (redução de nascentes, córregos e rios), erosão das margens (causando assoreamento), perda da qualidade da água e perda dos corredores naturais, que possibilitam que as espécies, tanto da flora quanto da fauna, possam se deslocar, reproduzir e garantir a biodiversidade da região.

Esta é a questão maior, a da conservação da biodiversidade que representa um dos maiores desafios deste século, em função do elevado nível de perturbações antrópicas dos ecossistemas naturais.

Estas matas representam fragmentos florestais, um mosaico de eco-unidades que juntas se transformam em corredores ecológicos, possibilitando o livre trânsito de animais e a dispersão de sementes das espécies vegetais. Isso permite o fluxo gênico entre as espécies da fauna e flora e a conservação dos recursos hídricos e do solo, além de contribuir para o equilíbrio do clima e da paisagem. Os corredores podem unir Unidades de Conservação, Reservas Particulares, Reservas Legais, áreas de Preservação Permanente ou quaisquer outras áreas naturais.

É esta paisagem que pode garantir o estabelecimento ou a manutenção de grandes fragmentos florestais como as Unidades de Conservação ou a ligação de pequenos fragmentos dentro de uma mesma propriedade ou microbacia.

Formada em Engenharia agronômica, pela Escola de Agricultura Luiz de Queiroz – ESALQ-USP e em Direito, pela Instituição Toledo de Ensino.
Tem pós graduação em Gestão Ambiental, pela ESALQ-USP e em Técnicas de Treinamento em Engenharia Agrícola, pela Sociedade Agrícola Alemã.
Desenvolve projetos de paisagismo, tendo experiência como proprietária da empresa Estado de Sítio Paisagismo, como professora universitária da disciplina e na direção de Horto Florestal , além de atividades de extensão na área ambiental e como colunista do tema.

Comente ou pergunte

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

*

Aviso! Está a tentar enviar uma imagem inválida. A imagem não vai aparecer com o seu comentário.