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Paisagismo e Jardinagem

Não vi você no Congresso de Arborização Urbana

Foram três dias onde uma platéia com mais de 200 pessoas, entre engenheiros florestais, engenheiros agrônomos, engenheiros de segurança, ambientalistas, biólogos, geólogos, botânicos, urbanistas, advogados especialistas em direito ambiental, ecologistas, especialistas em doenças alérgicas, taxonomistas, fitopatologistas, micólogos, arquitetos, arboristas, zoólogos e outros profissionais que se preocupam com as árvores nas cidades, assistiram o XIX CBAU – Congresso Brasileiro de Arborização Urbana.

Vinte oito palestrantes – eu estava entre eles – expuseram temas relacionados às árvores nas cidades. Falaram dos benefícios que as essências arbóreas proporcionam, da saúde pública como fator preponderante, da realidade nas cidades brasileiras e em outras metrópoles do mundo afora. Foi discutido o papel do cidadão e da esfera acadêmica nas questões urbanas e de como as pessoas deveriam interagir melhor para colher os benefícios que as “cidades verdes” podem oferecer. Em fim falamos, discutimos alternativas, debatemos as diferentes correntes que envolvem o paisagismo nas áreas públicas, analisamos propostas inovadoras no campo urbanístico, examinamos soluções para as fiações aéreas, questionamos os desempenhos das diferentes administrações municipais. Procuramos, finalmente, encontrar um padrão a ser seguido que beneficie esses conglomerados que as cidades concentram cada vez maior. Para se ter uma ideia 84,4% do total dos brasileiros moram atualmente em cidades, sendo que em 1940, apenas 31% das pessoas se concentravam nos centros urbanos.

De acordo com o último estudo do IBGE, um em cada três domicílios brasileiros não possui uma árvore próxima de sua fachada, o que acumula um déficit de 15 milhões de árvores no país. Outro indicador, não menos assustador, mostrou que um terço das cidades brasileiras com mais de 1 milhão de habitantes mantém entre 60% e 77,6% das suas respectivas populações sem o benefício da arborização urbana nas proximidades de sua residência. Nesse panorama, apenas duas das cidades analisadas apresentaram índices um pouco melhores: Goiânia (GO), com 89,5% e Campinas (SP), com 88,4%.

Como pode observar o Congresso foi importante para apontar novos paradigmas no que tange ao verde urbano. Só achei estranho – por não dizer inexplicável – a sua ausência. Esperava a participação massiva dos paisagistas mas, só tinha 13 deles na platéia.

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