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Paisagismo e Jardinagem

O Uso da Madeira Ecológica no Paisagismo

Lembro de ter visto na sala de uma casa em Mendoza, Argentina, o assoalho feito com madeira de velhos tonéis que guardaram durante anos vinhos malbec. A aparência e aroma embriagador, quase imperceptível, ainda estão na minha memória.

As madeiras recuperadas da Madeplast por exemplo, são secas, imunes a pragas e fungos. Não soltam farpas, não racham com o tempo, já que não absorvem umidade. Suportam sol e chuvas graças aos 30% de plástico que participam de sua composição.

O aproveitamento de restos de madeira começou a ganhar impulso nos Estados Unidos na década de 1970 visando o controle do desmatamento e uma maior durabilidade do mobiliário paisagístico, levando o Greenpeace a declará-la no seu site “ambientalmente amigável”. Atualmente países como Austrália, Nova Zelândia e membros da União Européia, adotam também a reciclagem da madeira e do plástico como método ecológico.

A preservação das florestas é fundamental para um equilíbrio planetário e alternativas conservacionistas reduzem a derrubada de árvores. Para se ter uma ideia um deck medindo 10 m x 10 m junto a uma piscina, consome dois ipês de tamanho médio se construído com a madeira deles.

Segundo levantamentos recentes, realizados pela Organização das Nações Unidas (ONU), são desmatados quase sete milhões de hectares por ano (o equivalente a uma República Checa ou mais de três Estados de Sergipe). Isso implica na perda não apenas da vegetação nativa, mas também de muitas espécies de animais, devido a redução drástica do seu habitat. O Brasil ocupa o segundo lugar entre os países com maior cobertura vegetal do mundo, ficando atrás apenas da Rússia. No entanto, o avanço do desmatamento em consequência de derrubadas e incêndios reduz de modo dramático nossas florestas nativas, a Mata Atlântica a título de exemplo, conta atualmente com apenas 7% de sua área original.

Arquitetos e paisagistas devem optar por soluções que protejam nossos biomas do desmatamento, sem privação do bom gosto nos projetos das áreas externas.

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