Alstroemeria caryophyllaea
lírio-da-serra, lírio-do-campo,madressilva-brasileira, jacinto
Encontrada espontaneamente nos campos rupestres, encostas montanhosas e bordas de matas de Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, prefere ambientes com boa drenagem, solos levemente ácidos e ricos em matéria orgânica. Em regiões com inverno frio (como o Sul do Brasil e as serras do Sudeste), a planta pode entrar em dormência e perder parte da folhagem, rebrotando com o retorno do calor. Uma cobertura de folhas secas, palha e casca de pinus ajuda a proteger o rizoma das geadas.
Apesar de pertencer ao mesmo gênero das populares alstroemerias híbridas de floricultura (frequentemente vendidas como “lírios peruanos”), a A. caryophyllaea é mais delicada, menor e nativa do Brasil, não sendo usada comercialmente em larga escala — o que a torna ainda mais especial para jardins ecológicos e de colecionadores.
A Alstroemeria caryophyllaea tem um uso promissor, porém ainda pouco explorado no paisagismo brasileiro — principalmente por ser uma espécie nativa, delicada, resistente e de valor ecológico. Seu uso tende a crescer com a valorização dos jardins de plantas nativas e da restauração de ecossistemas. É ideal para áreas bem drenadas, entre pedras, em canteiros elevados, maciços ou bordaduras, plantada em grupos, formam belos tapetes floridos na primavera/verão, atraindo abelhas e outros insetos nativos
O gênero Alstroemeria foi nomeado em homenagem a Clas Alströmer, (1736 – 1794), naturalista e botânico sueco que viajou pelo sul da Europa, recolhendo plantas para Lineu.
Se reproduz principalmente pela divisão de rizomas, no outono ou início da primavera, quando a planta está em repouso ou iniciando nova brotação, sendo o método mais eficaz e utilizado, tanto na natureza quanto em cultivo.

Diego Quintana Davis, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons
- Sinônimos estrangeiros: lirio del brasil, lirio de los incas, (em espanhol); wild Alstroemeria, (em inglês); lys des incas, alstroemère sauvage, (em francês); inkalilie, wilde alstroemerie, (em alemão); giglio selvatica, (em italiano);
- Família: Alstroemeriaceae;
- Características: planta herbácea rizomatosa, perene;
- Porte: 30 a 70 centímetros de altura;
- Fenologia: primavera e verão;
- Cor da flor: alaranjada, com estrias púrpuras ou avermelhadas;
- Cor da folhagem: verde claro a verde médio;
- Origem: sul e sudeste do Brasil, na Mata Atlântica e campos de altitude;
- Clima: subtropical/temperado. Com tolerância moderada a geadas leves, mas não suporta geadas fortes ou prolongadas;
- Luminosidade: sol pleno.







