Canna paniculata
cana-da-índia
Uma espécie particularmente interessante, embora seja menos conhecida comercialmente que as canas híbridas, é nativa do Brasil em diferentes domínios fitogeográficos, como Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal, de porte expressivo e com excelente potencial para paisagismo tropical. Seus rizomas são longos e rastejantes, permitindo que a planta forme agrupamentos e se regenere depois da parte aérea sofrer senescência ou danos. A presença desses rizomas é muito importante para o paisagismo: uma vez estabelecida, a planta pode formar uma touceira vigorosa.
Como acontece com outras Canna, as folhas apresentam uma nervura central muito evidente e bainha envolvendo o caule, essa folhagem proporciona um efeito arquitetônico importante mesmo quando a planta não está florida. O nome específico paniculata está relacionado à característica da inflorescência não ramificada.
É uma espécie que aprecia umidade no solo, mas não deve ser confundida necessariamente com uma planta aquática. Eu a utilizaria em jardins tropicais por sua aparência exuberante, em grandes maciços e próximos à água, podendo crescer muito bem em áreas com solo úmido, desde que não se trate de uma situação permanentemente alagada.
Para produção de mudas, a divisão dos rizomas é a mais prática, sendo a forma mais eficiente de multiplicá-la mantendo as características da planta-mãe.

Lazaregagnidze, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons
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- Sinônimos estrangeiros: canna lily, (em inglês); canna, (em francês); achira, caña de Indias, (em espanhol); blumenrohr, (em alemão); canna d’India, (em italiano); canna, (em holandês); paciorecznik, (em polonês); kanna, (em russo);
- Família: Cannaceae;
- Características: herbácea perene, rizomatosa;
- Porte:1,50 a 2,70 metros de altura;
- Fenologia: primavera ao início do outono;
- Cor da flor: vermelha;
- Cor da folhagem: verde-claro a verde-médio;
- Origem: sul do México até a América do Sul tropical e em quase todo o Brasil, exceto na Bacia Amazônica;
- Clima: tropical/subtropical;
- Luminosidade: sol pleno, precisando de pelo menos 6 a 8 horas de luz solar direta diariamente.







