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Paisagismo e Jardinagem

Dia do Arquiteto

Casualmente ou não, também é o Dia do Jardineiro

Alguns imaginam, planejam e esboçam melhores jeitos para as mulheres e os homens viverem melhor. Romantizam edifícios, poetizam o cotidiano. São os arquitetos.

Vitrúbio, na época de Augusto, o primeiro imperador romano. Brunelleschi, Palladio e Bernini, no Renascimento Italiano. Frank Lloyd Wright, Le Corbusier, Alvar Aalto e Gehry, nas primeiras décadas do século XX. E mais tarde Gropius, Barragán e Kenzo Tange. Por aqui somos privilegiados: Gregori Warchavchik, Rino Levi, Lúcio Costa, Vilanova Artigas, Lina Bo Bardi e Oscar Niemeyer. Esqueço de muitos, certamente, afinal de contas os arquitetos são, em parte, os responsáveis pelo progresso deste mundo e não caberiam nesta crônica. Transformaram lugarejos em cidades e pequenas comunidades urbanas em megalópoles. Eu mesmo nasci em um apartamento que fora projetado por moço diplomado na área e você, que está lendo isto, seguramente também deve ter crescido em uma casa ou edificação similar. O mundo avançou por caminhos imprevisíveis e apesar das guerras as cidades eram reconstruídas por eles, de maneira funcional.

Entramos em um novo milênio mais pacífico, entretanto cruelmente agitado e barbaramente congestionado por prédios altíssimos, plantados em espaços exíguos, acessados através de cintas asfaltadas. As cidades aumentam suas densidades populacionais descontroladamente, algumas carregam tradições que são responsáveis por isto, como: Karachi, Mumbai, Xangai e Delhi, A capital paquistanesa é recordista com 30.000 h. por Km². Outras gigantes como Tóquio, Seul, Cidade de México e São Paulo sofrem crescimentos devastadores por outros motivos. Porém a saturação do espaço urbano é a maior responsável e comum a todas. No caso do Brasil, onde 16 cidades ultrapassaram 1 milhão de habitantes, devemos somar a falta de infraestrutura.

No Dia do Arquiteto, além de parabenizá-los, quero dizer-lhes que pretendo continuar sonhando com cidades urbanizadas com conforto e felicidade. Cidades com mais verde do que concreto, com mais ciclistas pedalando por ruas floridas, com carros que não poluam trafegando por alamedas arborizadas e com prédios utilizando materiais que diminuam a necessidade do ar-condicionado e dos aquecedores, beneficiando-se com jardins verticais que propiciem alívio termo-acústico nas suas empenas cegas.

Estamos cansados dos excessos de concreto/vidro/aço, precisamos de espaços livres, de árvores e de brisas amenas.

Desde já quero que saibam que nós, os paisagistas e os despretensiosos jardineiros, podemos ajudar a devolver o bucolismo perdido e que lhes desejamos felicidades neste dia que, casualmente, também é o “Dia do Jardineiro”.

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