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Paisagismo e Jardinagem

Ricinus communis

rícino, mamona, carrapateira

Foto de Burkhard Mücke, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons

Sua copa é bastante esgalhada e as flores são masculinas e femininas. É comum nos terrenos baldios e bastante frequente no semiárido nordestino, por causa de sua resistência em locais com baixos índices pluviométricos,  sendo muitas as variedades dela. É uma planta antiga no Brasil e foi trazida pelos portugueses, devido ao grande interesse em seu óleo para ser usado nas lamparinas. O produto mais conhecido derivado é o óleo de mamona, também chamado óleo de rícino e a torta de mamona também é um subproduto dela e é usado como fertilizante com alto teor de nitrogênio. A semente do rícino é tóxica por causa de uma proteína chamada ricina ou ricinina, que quando purificada é mortal para os seres humanos, mesmo em pequenas doses, quando consumidas sete ou oito sementes.

Dinesh Valke from Foto de Thane, India, CC BY-SA 2.0, via Wikimedia Commons

Suas sementes foram encontradas no Egito em túmulos que datam de 4000 a.C. Heródoto e outros historiadores antigos notaram que o uso de óleo de mamona para lâmpadas e para ungir o corpo era comum no Antigo Egito. Também na Índia o uso do óleo de mamona remonta a 2000 a.C para lâmpadas e como laxante. A mamona é mencionada na Bíblia, em particular no livro do profeta Jonas, no Antigo Testamento. Ele, depois de pregar na cidade de Nínive, fez uma pausa sob uma mamona que Deus preparou para ele “para livrá-lo do seu mal”. O próprio Deus enviou um verme no dia seguinte para destruir a planta.

Foto de Maja Dumat from Deutschland (Germany), CC BY 2.0, via Wikimedia Commons

O nome do gênero Ricinus significa “carrapato” em latim, já que a semente possui sinais e uma protuberância que a fazem parecer a alguns carrapatos.

No paisagismo é aconselhada quando se pretende um resultado cenográfico rápido, já que o crescimento é muito veloz, podendo alcançar uma silhueta bonita em pouco tempo.

É reproduzida pelas sementes, postas a germinar na primavera, depois de ficar de molho por 24 horas em água.

  • Sinônimos estrangeiros: castor bean, (em inglês); ricino, tártago, higuerilla, higuereta, (em espanhol); wunderbaum, rizinusbaum, rizinus, (em alemão); ricin commun, ricin sanguin, catapuce majeur, tantan, ricin tantan, palme de Christ, (em francês); rícino, (em italiano).
  • Família: Euphorbiaceae.
  • Características: arbusto ou arvoreta de textura semi-lenhosa.
  • Porte: de 1 a 4 m de altura.
  • Fenologia: verão.
  • Cor da flor: a feminina vermelha e a masculina amarelo esverdeado.
  • Cor da folhagem: avermelhada que paulatinamente vão conseguindo a cor verde clara ou verde-escura.
  • Origem: Etiópia, Egito.
  • Clima: tropical/subtropical/temperado, tolera geadas leves.
  • Luminosidade: sol pleno.

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