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Paisagismo e Jardinagem

Corte de árvores é iniciado em Porto Alegre

Na madrugada desta quarta-feira, dia 29, por volta das 5h, trabalhadores começaram a remover as árvores dos arredores da Usina do Gasômetro, em Porto Alegre (RS), para darem segmento à duplicação da avenida Edvaldo Pereira Paiva (Beira-Rio), obra para a Copa do Mundo de 2014.

Antes disso, pouco depois das 4h, quase 30 manifestantes que acampavam no gramado da praça Julio Mesquita há mais de 40 dias foram retirados do local pela polícia e levados ao 9º Batalhão da Polícia Militar, para o registro da ocorrência. Eles assinaram um termo circunstanciado para serem liberados. Cerca de 60 pessoas protestavam no local.

De acordo com a prefeitura, durante a madrugada a operação seria realizada com maior tranquilidade e menos impacto no trânsito. “É uma obra necessária não só por ser uma obra da Copa, mas ela vai melhorar o escoamento do trânsito”, disse o vice-prefeito Sebastião Melo.

Nesta quarta-feira, foram removidas 57 árvores, sendo 20 delas de grande porte. O total fixado anteriormente, que seria de 115, resultaram em outras 32, segundo avaliação mais detalhada feita pelos técnicos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Smam) e pela empresa responsável da obra.

Por decisão unânime, no último dia 17, uma liminar do Ministério Público que impedia o corte de árvores na avenida Beira-Rio, foi derrubada pela Justiça. Por três votos a zero, o ato foi liberado pelo relator Carlos Eduardo Duro, pela presidente da Câmara, Maria Isabel Souza e pelo desembargador Eduardo Kraemer. O corte da vegetação na região começou em fevereiro, mas foi paralisado após mobilização popular.

O vice-prefeito garante que haverá uma compensação dos cortes, com o plantio de duas mil novas árvores. Melo ainda acrescentou que será criado o Parque do Gasômetro, além do cultivo de novas mudas em todo o município. “É possível um governo ter desenvolvimento com sustentabilidade”, disse.

Segundo a prefeitura, além da melhor circulação do trânsito, a obra ainda contribuirá para a segurança de usuários dos parques Mauricio Sirotsky Sobrinho e Marinha do Brasil. De acordo com o biólogo da Smam, José Roberto Meira, 312 árvores estavam previstas para serem derrubadas inicialmente, mas a quantidade foi reduzida, movida pela ideia de preservação ambiental.

Com informações do G1 (link 1 e link 2) / Foto (2) R7

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