Pau-marfim
A árvore pertence à família Rutaceae, da espécie Balfourodendron riedellianum (Engl.) Engl. Os nomes se originaram por homenagens: o primeiro, ao escocês John Hutton Balfour, e o segundo, a Ludwig Riedel, botânico alemão que veio ao Brasil em 1821, na Expedição Científica de Largsdorff. Ela é conhecida vulgarmente como pau-marfim, farinha seca, gramixinga, pequiá-mamona, etc.

Ocorre naturalmente em vários Estados do Brasil, entre as latitudes 20° S, em Minas Gerais, e 29° 40’ S, no Rio Grande do Sul. Quanto à variação altitudinal, encontra-se desde os 70m de altitude, no Sul, até os 1.100m, em Santa Catarina. A altura, em geral, é muito variável, de 6 a 30m, com 30 a 90cm de DAP.
O pau-marfim apresenta dispersão de sementes anemocórica. Ele é de uma espécie secundária tardia, utilizada na recomposição de mata ciliar sem inundação ou com inundações periódicas, de rápida duração. Ocorre, principalmente, nas Florestas Estacionais Semidecidual e Decidual. Já em outras formações, surge em menor frequência ou raramente.
A árvore está presente em regiões com precipitação pluvial média anual de 1.000 a 2.200mm. Quanto à temperatura, ocorre em locais que com média anual mínima de 12,4° C e média máxima de 25,5° C. É tolerante a baixas temperaturas quando adulta, e a médias, na fase jovem.
Ocorre, naturalmente, em solos com boas propriedades físicas e químicas. A muda pode ser plantada a pleno sol. O seu desenvolvimento, em geral, é lento. A madeira é utilizada na fabricação de móveis de luxo, tacos de bilhar, carpintaria e marcenaria em geral, construção civil interna, etc. O pau-marfim pode ser empregado na arborização de parque e jardins.
Fonte da imagem: Wikipédia.








Boa noite! Estou me graduando em Biotecnologia pela Universidade Federal de Uberlândia – UFU no Campus Patos de Minas. Vou começar a trabalhar com as folhas e raízes do Pau marfim, e quero saber se vocês sabem aonde posso encontrá-lo próximo à Patos de Minas – Minas Gerais, ou em outro local que vocês conheçam. Quero saber também se vocês sabem me informar como devo coletar as folhas e raízes, se coleto e congelo imediatamente ou se posso coletar e transportar até o laboratório para depois congelar? Desde já fico agradecida! Obrigada!
Olá Priscila,
Quem pode ajuda-la é a Dra Patrícia Oliveira, e-mail: patricia.oliveira@inhotim.org.br Fones: (31) 3571-9700 / (31) 3194-7300 / (31) 9-9798-2119
Ela trabalha no Jardim Botânico Inhotim.
Abraços