Ipomoea alba
dama-da-noite, boa-noite, campainha-branca, bona-nox, ipoméia-branca-perfumada

Foto de Don McCulley, CC0, via Wikimedia Commons
Suas flores brancas, muito perfumadas, abrem no final da tarde e fecham no amanhecer, atraindo mariposas. É uma trepadeira que cresce de modo espontâneo, sem necessidade de ser conduzida, podendo se alastrar em taludes, escalar grades, pérgolas e alambrados, desenvolvendo até em grandes vasos, mas não a recomendo próxima de janelas, já que seu aroma pode ser um tanto enjoativo. Deve ser cultivada em solos ricos em matéria orgânica e úmidos, não tolerando a seca por longos períodos.

Foto de Bev Wagar, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons
A Ipomoea alba foi mencionada por primeira vez pelos espanhóis na década de 1520. Em 1526, o historiador e escritor espanhol Gonzalo Fernandez de Oviedo (1478 – 1557) escreveu sobre ela e relatou os usos medicinais. Esta espécie foi registrada pela primeira vez no Velho Mundo sendo cultivada no Hortus botanicus de Leiden, o mais antigo jardim botânico da Holanda e um dos mais antigos do mundo, por volta de 1606.

Foto de Jebulon, CC0, via Wikimedia Commons
A propagação é geralmente feita por meio de sementes e por estacas na primavera.
- Sinônimos estrangeiros: white moonflower, tropical white morning-glory, (em inglês); dama de noche, amole, trompillo, quiebra-cajete, bejuco de cuajar hule, bejuco de vaca, cuaja leche, flor de luna, oración, petén, (em espanhol); liane bla, (em francês); ipomea bianca, (em italiano); yoru-gao, yakai-sō, (em japonês); yue guang hua, (em chinês).
- Família: Convolvulaceae.
- Características: trepadeira semi-herbácea e volúvel.
- Porte: pode alcançar mais de 20 metros de altura.
- Fenologia: ano todo.
- Cor da flor: branca.
- Cor da folhagem: verde-escuro.
- Origem: norte da Argentina até o México e a Florida.
- Clima: tropical/subtropical.
- Luminosidade: sol pleno.








Olá, caro Raul – boa tarde!
Pela primeira vez encontrei no seu blog informações sobre indícios da longa trilha percorrida pela Ipomea no espaço e no tempo, incluindo o registro de sua presença na América, pelo relato de um espanhol em 1526, e depois, por volta de 1606, quando foi registrado seu cultivo pela primeira vez no continente europeu, num jardim botânico holandês. Obrigada por divulgar estas informações, para mim, pessoalmente, bem importantes, pois estou fazendo uma pesquisa relacionada a isso. Por favor, pediria alguma indicação bibliográfica que me ajude a saber mais sobre como a bela e perfumada Ipomea fez esta e outras viagens.
Obrigadíssima desde já! Um ótimo sábado para você!
Valéria
Olá Valéria,
Sim, existe o livro “Ipomoea: The Morning Glory” – Este livro apresenta uma visão abrangente sobre o gênero Ipomoea, com descrições de espécies, além de abordar suas características morfológicas, taxonomia, distribuição e ecologia.
Abraços
Olá, Raul!
Muito obrigada por sua resposta e pela indicação do livro sobre a Impomeia.
Por falha minha, só hoje estou vendo sua resposta. Estive procurando no lugar errado, rs.
Um abraço e meus melhores votos de um Ano Novo feliz e iluminado pela energia verde da Natureza.
Valéria
Olá Valéria,
Que este novo ciclo traga muita paz, saúde e prosperidade para você e sua família!
Abraços