Adoro tatu-bola
Fuleco, o tatu-bola mascote da Copa 2014, é união das palavras futebol e ecologia.

Mas hoje não vou comentar sobre o tatu-bola-da-caatinga, tatuapara ou mataco, como são conhecidos popularmente estes animais encontrados no Brasil, Argentina e Paraguai, que inspiraram o logo do Campeonato do Mundo de Futebol. Quero fazer algumas observações sobre o tatuzinho, bicho-de-conta, porquinho-de-santo-antão ou tatu-bola-de-jardim como chamamos esses isópodos terrestres, adorados pelas crianças que brincam com eles encostando os dedos para se enrolarem fingindo-se de mortos, formando pequenas esferas acinzentadas. Aqui, no Brasil, existem mais ou menos 120 espécies essenciais na reciclagem do solo e indispensáveis como biomotores, agindo em áreas contaminadas por materiais pesados. Eles são considerados modelos benéficos por eliminar a toxicidade dos primeiros 30 cm do solo, isto é, da camada de húmus ou terra vegetal.

Encontrados em áreas protegidas do sol, onde o solo é mais úmido, alimentam-se preferentemente durante a noite, especialmente de raízes tenras. No entanto não causam danos significativos às plantas, apenas quatro espécies podem ser consideras prejudiciais nas atividades agrícolas, especialmente nos feijoeiros, tomateiros e nos pimentões e nas ervilhas, mas seus benefícios, no caso da jardinagem, é compensador.
Sempre pondero o uso de qualquer tipo de defensivo químico e, até, de alguns considerados alternativos ou orgânicos, como a calda bordalesa ou o sabão de coco. Mesmo estes últimos, quando usados em excesso, podem dizimar as colônias de tatu-bola, trazendo desequilíbrio ecológico.







