Além do Jardim
Às vezes me pergunto: até que ponto o prazer influencia o trabalho de alguém que, profissionalmente, tem uma atividade criativa? Será que a função do criativo é fundamentalmente dar prazer, dar alegria e conforto à seu cliente? Eu, sinceramente, acho que é pouco.

O hedonismo excessivo que se contenta apenas com o requinte, transformando tudo em um “mar de rosas”, é pobre, conceitualmente falando. Qual seria, por exemplo, a vantagem de se ter um jardim apenas bonito? Abarrotado de plantas caras, mas vazio de sugestões, insípido e sem aquele estímulo que nos obrigue a procurar, de um modo sensato, aquilo que algum dia nos transforme em sábios, não apenas do saber, mas especialmente, sabedores do que há… além do jardim.








Parabéns, para uma segunda feira, após todos os acontecimentos do Pais o senhor está muito inspirado.
Obrigado Iara, tento manter um equilíbrio na minha vida, escrevendo sobre a natureza e postando no face, opiniões sobre a crise e as manifestações da sociedade.