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Paisagismo e Jardinagem

A praça é do povo

Há uma grande variação nas necessidades de cada ambiente público. Uma praça é um ambiente muito diferente de um centro de convenção ou de uma sala de cinema. Um espaço público, como o próprio nome já diz, deve ser acessível a todos.

A concepção de uma praça pode passar por um processo totalmente participativo. O setor ou secretaria municipal ligada às áreas verdes deve ter um levantamento criterioso de todos estes espaços do município, pois este é o ponto de partida para o planejamento.

Normalmente, muitas dessas praças já receberam alguma implantação de projeto, mas elas podem ser reavaliadas. Conhecer o histórico do local ajuda muito, pois muitos destes espaços recebem monumentos, plantios de árvores comemorativas, entre outros. É importante, antes de qualquer medida, conhecer estes detalhes, para que haja um respeito com a cultura e a história do local. Muitas vezes, um remanejamento da vegetação, o resgate de obras de arte ou de uma fonte, sensibilizam a população, trazendo-a de volta à praça.

No entanto, na maioria das cidades, existem muitos espaços vazios nos bairros, comumente chamados de áreas verdes, mas que em grande parte não possuem uma única árvore.

As praças fazem parte da formação de nossos municípios e da cultura popular deles. No paisagismo, como instrumento de educação e sensibilização ambiental, o processo participativo na idealização e na concepção destas áreas verdes pode servir como elemento determinante. Desta maneira, os resultados almejados poderão ser alcançados.

Nos bairros, pode-se contar com lideranças comunitárias, que numa primeira reunião, podem se manifestar em relação às expectativas do local. Isso, muitas vezes, acaba por transformar um local de vandalismo em uma área de convivência. Quadras e pistas de bicicletas, mesas de jogos para os mais idosos, bancos; todos estes são materiais pouco dispendiosos, mas que podem mudar totalmente o bairro.

Aliado a isto, a vegetação introduzida pode ser criteriosamente escolhida, principalmente as árvores, como o pau-brasil, o ipê, entre outras, que fazem parte de nossa história e merecem ser conhecidas pela população, principalmente pelas crianças. São pequenos detalhes que vão vinculando a sociedade ao meio ambiente.

Quando dispomos de espaços maiores, com o apoio da administração local, o trabalho poderá ser fantástico. A criação de parques ecológicos, por exemplo, jardins botânicos, jardins sensoriais e orquidários, são verdadeiros tesouros, que vão distinguindo os moradores de uma cidade. São oportunidades dadas à população que, no dia a dia, estabelecem vínculos determinantes na formação de cada um de nós.

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