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Paisagismo e Jardinagem

Cães e jardins

Os cães estão cada vez mais presentes em nossas vidas e, por isso, enfrentamos o desafio de criar jardins que sejam “bons para cachorro”.

Numa visita técnica que antecede o projeto de paisagismo, podemos encontrar o cliente sonhando com um jardim excepcional e quando estamos já entusiasmados com o novo projeto, aparecem os mais amados e alegres moradores da casa, que adoram destruir nossos jardins. É claro que entre o jardim e o cachorro… pobre jardim.

Como não entendo de cães, procurei ajuda em alguns sites e encontrei um ótimo artigo das paisagistas Inês Reis e Márcia Marques, do qual tirei muitas das informações que transcrevo abaixo.

A grande maioria dos problemas cotidianos de nossos cães decorre do pouco estímulo e da falta de exercícios, pois nenhum cachorro gosta de passar todos os dias por horas sozinho. Teoricamente, eles gostam de cavoucar. O que se observa é que os animais de raças muito enérgicas, originalmente desenvolvidas para um trabalho que demande essa personalidade, tendem a cavoucar muito mais do que as outras raças.

Eles cavam para fazer suas “camas”, já que estão entediados. Fazem isso para praticar exercícios, para ficarem fresquinhos ou quentinhos, para esconder a comida rara de aparecer, para trabalhar ou porque tem um bichinho no jardim. É preciso exercitá-los.

Fezes na grama ou no meio do canteiro também têm sua explicação. Cães têm a preocupação em manter o seu território limpo e, se possível, livre de urina e fezes. Usar um solo mais permeável, que escoe rapidamente a urina e que possa absorver as fezes o mais rápido possível, é instintivo para eles, e é por isso que acabam preferindo usar o canteiro das suas flores. É possível minimizar as manchas amarelas e castanhas que irão surgir no gramado se jogarmos um balde de água no local onde o cão acabou de urinar.

Filhotes adoram plantas suculentas. A maciez deixa-as apetitosas aos dentes ainda incipientes. Então, devemos evitá-las no projeto. Folhagens que balançam ao vento fazem parte do seu cardápio básico, pois eles confundem as folhas com algum tipo de bicho. Devemos evitar bambuzinhos, helicônias, strelitzias e bananeiras.

O cheiro forte, como o do manjericão, o da cidreira ou o da citronela atraem o faro apurado. Assim, estas plantas também devem ser evitadas.

Podemos utilizar plantas com copa alta ou de médio porte e resistentes, como: Rhafis, árvore-da-felicidade, bambu mossô, frutíferas e outras arvoretas. O uso de plantas que espetam, sem machucar, ou que têm folhas bem finas e fazem cócegas nos focinhos são bastante úteis. Aposte nas dracenas, na iuca mansa, no alecrim, no aspargo, na russélia e na fênix.

Em grandes estruturas aquáticas, é necessário garantir que o cão consiga sair sem dificuldade, pois muitos tanques representam perigo de afogamento, devido às paredes verticais que não permitem ao animal conseguir um apoio para sair sozinho. Nas estruturas pequenas, o perigo consiste na qualidade da água.
Devem-se evitar, também, as plantas tóxicas e os troncos partidos e apodrecidos, onde surgem cogumelos e fungos.

Uma alternativa é a de colocar um repelente natural próprio para pet em pontos estratégicos e, se uma área for muito nobre, aconselha-se cercá-la com tela até o cão perder totalmente o interesse por ela.

Com estes cuidados, é possível que cães e jardins coexistam pacificamente. É bom lembrar, porém, que quanto mais aborrecido o seu cão estiver, mais estragos ele fará. Por isso, mantenha-o distraído e dê-lhe muito carinho, pois a capacidade que tem de criar situações novas é surpreendente.

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2 Comments

  1. qual nome dessa planta da foto?

    • Keyla,

      São três as fotos que acompanham a matéria. Na primeira é um Polygonum.

      Abraços