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Paisagismo e Jardinagem

Jardins e calçadas

O piso pode ser utilizado em belas combinações com gramas, tosetos e pedriscos

Não importa se o imóvel é público ou privado, a responsabilidade pela construção das calçadas em toda sua extensão, além da manutenção permanente para que fique em perfeito estado de conservação, é sempre do proprietário.

Podemos deixá-las mais bonitas e agradáveis, principalmente se o local permitir que se introduza um pequeno jardim e arborização adequada. Normalmente, a prefeitura estabelece normas que devem ser observadas por toda a população.

As calçadas devem ser construídas ao longo dos logradouros, a partir do alinhamento do meio-fio, sem descontinuidade ou desnível, formando um passeio contínuo para a circulação dos pedestres.

No sentido transversal, devem ter pequena declividade para o leito da rua (1 a 2%), para escoamento natural das águas de chuva. Elas devem estar livres de obstáculos e desníveis, sendo que, em muitas cidades, o não cumprimento destas normas pode resultar em multa para o proprietário.

Os pisos devem ser resistentes. Alguns dos materiais mais recomendados são: blocos intertravados, placas pré-moldadas de concreto, ladrilhos hidráulicos, pedras portuguesas e concreto liso ou estampado.

Se a calçada fizer parte de um monumento histórico da cidade, deve ser mantida na sua originalidade. Em locais de muito trânsito, como nas áreas centrais, fica difícil manter um espaço ver verde, mas pode-se atentar para a presença de árvores. Dependendo do lugar, em locais de menor trânsito, o piso pode ser utilizado em belas combinações com gramas, tosetos, pedriscos ou outros, que além da bela estética, permitem boa drenagem.

Nestes locais, onde serão implantados espaços verdes, a calçada ideal pede uma circulação com largura mínima de 1,20 m. O cálculo ainda prevê uma área permeável, portanto acrescente, no mínimo, mais 0,70 m para a grama, junto à guia. Rente ao muro, se a largura da calçada permitir um canteiro, o mais adequado é o uso de árvores e de a arbustos pouco invasivos, como o bambu mossô reto, podocarpo, dracenas e murtas, que podem ladear a fachada sem atrapalhar o passeio.

Para a colocação de árvores é interessante verificar se existe um projeto da prefeitura, pois cada cidade possui uma legislação indicando os exemplares nativos e exóticos mais recomendados. Árvores de pequeno porte poupam a calçada de quebradeira e de raízes à mostra. Algumas das eleitas são aroeira-salsa, pitanga, algodão-da-praia, quaresmeira, murta, resedá, cássia-mimosa, ipezinho-de-jardim, espirradeira e fotínea. As calçadas fazem parte do cenário urbano. Torná-las menos agressivas é possível, desde que obedeçamos a algumas normas técnicas, conciliando piso e plantas de maneira harmônica.

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One Comment

  1. Ao contrário do que a razão aponta,a esmagadora maioria de pessoas não vê como sua a responsabilidade de manter a calçada de seu imóvel,alugado ou próprio,em condições de adequado uso,ou seja,piso em ordem e limpa.Calçada como de resto todos os logradouros públicos,são vistos por muitos moradores ou comerciantes,como depósito de lixo e de todas as mazelas da má educação,transferindo às prefeituras a responsabilidade intransferível de sua limpeza e conservação.As calçadas e ruas são um excelente medidor da educação de um povo.A educação do brasileiros,atualmente,está mais baixa do que “poleiro de pato”.Sonho com calçadas e ruas ao menos transitáveis e limpas.Será que as verei somente na próxima encarnação?