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Paisagismo e Jardinagem

Pesquisadores de Abu Dhabi rastream a origem da tamareira

Pesquisadores de Abu Dhabi – capital dos Emirados Árabes Unidos – desenvolveram um mapa de mudanças genéticas no genoma das tamareiras, dando pistas sobre as origens da domesticação da Phoenix Dactylifera. Eles estabeleceram diferenças genéticas entre as que são originarias do Oriente Médio e as nativas no norte da África, lançando uma nova luz sobre os primórdios dessa palmeira.

Em um estudo publicado na revista Nature, a equipe do Centro de Genômica e Biologia de Sistemas da NYUAD – New York University Abu Dhabi, identificou mais de 7 milhões de mutações encontradas entre as diferentes variedades das tamareiras. O estudo oferece duas possíveis explicações para a origem delas, sugerindo que as tamareiras atuais descendem de dois momentos de domesticação, o primeiro no Médio Oriente, e mais tarde no Norte de África. Uma segunda hipótese propõe que as tamareiras foram cultivadas pela primeira vez no Oriente Médio e depois se espalharam pelo Norte da África, mas em algum lugar, ao longo do caminho, cruzaram com um predecessor selvagem.

A pesquisa é parte das “100 tamareiras!” Projeto de sequenciamento do genoma liderada pela professora Dorothy Schiff, pesquisadora do Laboratório Purugganan do Centro de Genômica e Biologia de Sistemas na Universidade de Nova Iorque. “Os dados sobre a diversidade nos genomas nos ajuda a identificar genes que podem ajudar a desenvolver melhores tamareiras”, disse Michael D. Purugganan, que é professor de biologia. “Eles também nos dizem como as tamareiras evoluem e fornecem pistas sobre de onde as tamareiras vieram.” Evidências coletadas pelas escavações arqueológicas sugerem que a origem dessas tamareiras cultivadas é no Golfo Pérsico.

Khaled Hazzouri

Foram encontrados sementes em Dalma, ilha localizada a 42 quilômetros da costa de Abu Dhabi, com mais de 7.000 anos de idade. Tâmaras cultivados aparecem cerca de 3.000 anos mais tarde no Norte de África, de acordo com escavações de sítios arqueológicos. “Isso vai nos ajudar a entender o processo evolutivo da domesticação e a natureza das alterações genéticas”, disse Khaled Hazzouri, cientista sênior da NYUAD.

A equipe de pesquisadores também descobriu que a tamareira compartilha essa mutação genética com seu “primo distante”, o dendezeiro (Elaeis oleifera), no entanto eles estão separados por aproximadamente, 60 milhões de anos de evolução.

A matéria foi publicada no Jornal The National, que circulou em Abu Dhabi na última terça feira 10 de novembro.

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2 Comments

  1. Qual seria a planta ideal para ter dentro do banheiro? Quanto tempo ela pode permanecer lá? Desde já agradeço pela atenção. Muito obrigada. Kátia

    • Olá Kátia,

      Seguem algumas plantas que adoram esse ambiente:

      Nephrolepis exaltata – samambaia-americana;
      Adiantum raddianum – avenca;
      Pteris cretica – samambaia-prata;
      Pteris ensiformis “Victoriae” – samambaia-prata-miúda;(FOTO)
      Aglaonema commutatum – café-de-salão;
      Spathiphyllum wallisi – lírio-da-paz;
      Syngonium angustatum – pé-de-galinha;
      Davallia fejeensis – renda-portuguesa;
      Saintpaulia ionantha – violeta-africana.

      Elas podem ficar permanentemente em banheiros que recebam um pouco de luz natural, gozando da umidade ambiente gerada pelos banhos e de regas periódicas.

      Abraços