Paisagistas britânicos contemporâneos – Tom Stuart-Smith
Tom Stuart-Smith (1960-) é considerado o gigante do paisagismo britânico da atualidade. Basta dizer que a Coroa inglesa o contratou para que criasse um jardim no Castelo de Windsor em comemoração ao Jubileu de Ouro da Rainha Elizabeth II, em 2002.

Croqui do Jubilee Garden, Castelo de Windsor
Formado originalmente em Zoologia, iniciou seus estudos em Arquitetura Paisagística em 1982 e, em 1988, abriu sua empresa, desenvolvendo projetos de grande e pequeno porte na Grã-Bretanha e no exterior.

Jardins de Trentham

Pequeno jardim em Londres

Paisagismo no renomado Hotel Connaught, Londres
Oito vezes medalhista de ouro no Chelsea Flower Show, o paisagista explica que parte sempre de um conceito ao criar seus projetos, elaborado com base no perfil do cliente. Tende a optar por plantas de maior altura, para que, do alto dos seus 1,96 m de altura, possa ter a sensação de estar mais “em meio a elas”…

Chelsea Flower Show 2006
Traçando um paralelo entre a criação paisagística e a literária, e ecoando o pensamento literário dos anos 1960-1970, Stuart-Smith afirma que o paisagismo deve se constituir em uma obra aberta, uma paisagem “livre”, permitindo que cada pessoa vivencie-o de sua própria maneira: “O papel do paisagista é criar o cenário, sem impor uma história”, diz, em oposição à tendência de se buscar dirigir o olhar para um determinado elemento ou incluir elementos que oferecem apenas uma direção ou modo de ver.
Foi o que fez em seu próprio jardim – The Barn –, aberto ao público. Diz sentir-se confuso quando lhe perguntam por onde começar a visita – pois The Barn não tem começo nem fim; o visitante é livre para criar seu próprio roteiro…
FOTO DO THE BARN

The Barn – o jardim do paisagista
Referências:
* http://www.tomstuartsmith.co.uk
* Art of the Garden: Tom Stuart-Smith on Gardens and the Imagination: https://www.youtube.com/watch?v=V07eZps_Y0A







