Bauhinia variegata
pata-de-vaca, árvore-das-orquídeas, casco-de-vaca-lilás, mororó
Com florada abundante e chamativa, é muito utilizada como árvore de destaque em jardins, praças e avenidas, isolada ou em grupos, para criar um efeito visual. Em calçadas, precisa de recuo, pois as raízes podem ser superficiais. Sua copa é arredondada e ampla e as folhas são grandes e bilobadas. As grandes flores possuem pétalas aveludadas e manchadas; lembrando orquídeas, ricas em néctar atraem abelhas, beija-flores e borboletas. Em exemplares maduros, especialmente fora do ambiente urbano, o tronco pode brotar ramos baixos se não for conduzido, deixando a árvore mais “cheia” na base.
É muito parecida com a nossa Bauhinia forficata, que é nativa, com porte menor e flores brancas discretas.
Na Índia suas flores são consagradas a Shiva e Parvati e oferecidas em rituais e festivais, associadas à pureza e renovação, representando a união dos opostos — masculino e feminino — devido à forma bilobada das folhas. Em regiões do Nepal, monges dizem que o formato bilobado da folha representa a dualidade superada — mente e coração, céu e terra — no caminho para a iluminação. Alguns templos usam folhas secas em artesanato para lembrar que “a perfeição está na imperfeição”, pois a separação no centro da folha é vista como um detalhe belo e único.
Introduzida na Europa e nas Américas no século XIX, recebeu o apelido de “orchid tree”. Os jardins românticos vitorianos plantavam bauinias próximas a bancos e pergolados para simbolizar a paixão rara e o amor que floresce no inverno da vida.
O nome “Bauhinia” homenageia os botânicos irmãos suíços Gaspard (1560 – 1624) e Johann Bauhin (1541 – 1612).
Se reproduz principalmente por sementes. As vagens ficam marrons e secas no verão, abrindo naturalmente e liberando sementes duras e achatadas, que têm um tegumento espesso, então é preciso escarificar para acelerar a germinação, lixando levemente a casca até quase expor o interior, sem ferir o embrião. A germinação acontece entre 10 a 20 dias após a semeadura.

SAplants, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons
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- Sinônimos estrangeiros: orchid tree, camel’s foot tree, mountain ebony, (em inglês); árbol orquídea, pata de vaca, (em espanhol); kachnar, (na Índia); arbre orchidée, bauhinie bigarrée, (em francês); yang zijing, (em China); orchideenbaum, (em alemão); kachnaar, (em Nepal); chongko, (na Tailândia); alibangbang, (nas Filipinas); ban, (em Vietnam);
- Família: Leguminosae – Caesalpinioideae;
- Características: árvore caducifólia;
- Porte: 6 a 12 metros de altura;
- Fenologia: de julho a outubro;
- Cor da flor: rosa, lilás;
- Cor da folhagem: verde médio a verde-escuro, com brilho suave;
- Caule: cinza-claro a marrom-acinzentado quando maduro;
- Origem: Índia, Nepal, Butão, Bangladesh, China, nas províncias de Yunnan, Guangdong e Guangxi, Myanmar, Laos, Tailândia e Vietnã;
- Clima: tropical, subtropical e temperado quente. Tolera frio moderado, mas não geadas severas;







