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Paisagismo e Jardinagem

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Quando ainda era um aprendiz de jardineiro, um novato apenas na arte de entender o mundo vegetal, o destino deu uma empurrada na minha vida e me colocou no mesmo caminho de Pedro, Pedro ou Pedrito como era conhecido por todos. Era um homem simples que trabalhava empregado por meu pai, cultivando e formando jardins. Era simples, mas não ingênuo, porque a vida tinha lhe dado uma série de conhecimentos que embora empíricos, o tinham ajudado muito no velho ofício de escapar dos infortúnios.

Lembro que certa vez, por coincidência início de ano, Pedrito me contou que esse era um espaço de tempo ideal para estrear uma porção de terra, e originar nela um jardim que mais tarde poderia ser não apenas bonito e chamativo, mas também, e, sobretudo, pleno de sensações; ele me ensinou que era exatamente nesse instante que devíamos colocar toda nossa atenção para que dele, mais tarde, brotassem as mudas sadias e robustas. Enquanto arava a terra, ele imaginava esse jardim cheio de novidades que iriam aparecer, até independente da imaginação do paisagista, mas que seguramente despontariam de maneira gostosa porque o solo tinha sido lavrado com muito cuidado, com muito esmero.

Imagino que assim devam ser estas primeiras semanas, inaugurando o ano com a fé de quem semeia o campo fértil que foi sendo enriquecido pelas experiências, não importa se boas ou más, mas enfim, válidas para errar menos no futuro.

Como num jardim bem arquitetado é bem provável que surjam coisas boas que nos ajudem no nosso crescimento.

Pedrito sempre falava que nos jardins, que ele plantava, só nasciam plantas boas, com flores sadias e às vezes até com frutos de sabor inigualável.

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