Convallaria majalis
lírio-do-vale, muguet, ládano, convalária
Ela prefere florestas temperadas, encostas úmidas e áreas sombreadas, sendo frequentemente encontrada sob árvores decíduas, como carvalhos e faias. As pequenas flores exalam um perfume doce e intenso e após a floração, podem surgir pequenos frutos vermelhos, que contêm sementes. As folhas são brilhantes e lanceoladas, com uma textura levemente cerosa. Elas crescem em pares diretamente do rizoma e possuem uma aparência elegante, lembrando as folhas de algumas espécies de tulipas. Todas as partes da planta são tóxicas para humanos e animais se ingeridas, contém glicosídeos cardíacos, que podem causar problemas no coração, vômitos e tontura. Deve ser mantida fora do alcance de crianças e pets.

Björn S…, CC BY-SA 2.0, via Wikimedia Commons
É ótima para ser cultivada em jardins sombreados, bordaduras e forrações, sendo ideal para jardins de estilo europeu e áreas sob árvores. Também pode ser cultivada em vasos, desde que o solo seja rico e bem drenado. Pode ser aproveitada na Serra Gaúcha, em Gramado, Canela, Bento Gonçalves, na Serra Catarinense, em São Joaquim, Urubici, Lages e em regiões serranas do Paraná. Assim como em Campos do Jordão, Monte Verde, Maria da Fé, Domingos Martins, Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo.

H. Zell, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons
Na França, o 1º de maio é o “Dia do Muguet”, quando ramos de lírio-do-vale são presenteados como símbolo de felicidade e boa sorte e é muito usado na perfumaria devido ao seu aroma delicado e sofisticado, em perfumes como: Diorissimo, Muguet Millésime, de Guerlain, Van Cleef & Arpels Muguet Blanc, Chanel No. 5, Anaïs Anaïs, de Cacharel, Pleasures, de Estée Lauder e Lily of the Valley, da Penhaligon’s.
Para os celtas, era considerado uma planta mágica ligada às fadas. Acreditava-se que caminhos de lírios-do-vale guiavam os humanos para o reino das fadas. No cristianismo é conhecido como “Lágrimas de Nossa Senhora”, diz a lenda que a planta nasceu das lágrimas de Maria aos pés da cruz de Jesus. Também é associada a São Leonardo, um santo francês que teria lutado contra um dragão. O sangue derramado na batalha teria dado origem aos lírios-do-vale.
A maneira mais comum de multiplica-lo, no outono ou início da primavera, é por rizomas subterrâneos, que se espalham horizontalmente e geram novas plantas.

Salicyna, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons
- Sinônimos estrangeiros: lily of the valley, (em inglês); lirio de los valles, muguete, (em espanhol) muguet, (em francês); maiglöckchen, (em alemão); mughetto, (em italiano); lelietje-van-dalen, (em holandês); landysh, (em russo); liljekonvalj, (em sueco); konwalia majowa, (em polonês); suzuran, (em japonês); línglán, (em mandarim); kielo, (em finlandês); gyöngyvirág, (em húngaro);
- Família: Asparagaceae;
- Características: herbácea perene;
- Porte: 15 a 30 centímetros de altura;
- Fenologia: primavera;
- Cor da flor: branca;
- Cor da folhagem: verde escura;
- Origem: Europa, Ásia e América do Norte;
- Clima: temperado, resiste bem a geadas e pode até florescer após invernos rigorosos;
- Luminosidade: meia-sombra ou sombra completa.
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