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Paisagismo e Jardinagem

Dodonaea viscosa

verônica, vernômica, chá-de-campanha, vassourinha, pau-santo, dodônea 

Um arbusto com folhas simples, alternas, coriáceas, lanceoladas, geralmente pegajosas ao toque (daí o nome “viscosa“). As flores são pequenas, geralmente unissexuais e os frutos surgem em forma de cápsulas aladas, de coloração vermelha a rosada, muito ornamentais. Deve ser cultivada em solos drenados, podendo ser pobres e arenosos, tolerando solos salinos, seca, ventos fortes e poluição, o que a torna ótima para regiões costeiras.

No paisagismo é utilizada em cercas vivas, renques, barreiras corta-vento e para recuperação de áreas degradadas e suas flores e frutos atraem abelhas e pequenos pássaros. Na recuperação ambiental pode ser aproveitada em áreas degradadas, controlando a erosão e estabilizando taludes. Em algumas regiões, é considerada repelente natural de insetos. Em locais como o Havaí e a Austrália, ela é uma planta nativa essencial para a restauração ecológica.

Bonnie Isaac, CC0, via Wikimedia Commons

Em regiões rurais do Nordeste e Cerrado, é chamada de “pau-santo” ou “chá-de-campanha”, sendo considerada protetora contra “mau-olhado” e “vento ruim”. Costuma ser usada em banhos de descarrego ou rezas de benzedeiras, associada à limpeza espiritual e proteção da casa. O chá é tido como “remédio de campo”, o que lhe confere uma certa aura sagrada ligada à terra e aos saberes antigos.

O nome do gênero homenageia Rembert Dodoens, (1517 – 1585) médico e botânico flamengo, chamado de pai da botânica.
 A reprodução é feita por sementes,  método mais comum e natural. Os frutos são cápsulas com asas, que ficam avermelhadas quando maduros. Devem ser colhidas secas diretamente da planta, dentro delas estão as sementes escuras, que devem ser lixadas levemente e colocadas em água morna por 24 horas antes do plantio, em um substrato leve e bem drenado. A germinação ocorre entre 15 dias a 2 meses, dependendo das condições.

  • Sinônimos estrangeiros: hopbush, sticky hopbush, switchsorrel, sand olive, (em inglês); jarilla macho, matorral pegajoso, chichicastle, (em espanhol); bois graine, dodonaée visqueuse, (em francês); vilayati mehndi, sanatha, virali, (na Índia); banato, tara-tara, (nas Filipinas); kurrajong, hop bush, (na Austrália); ʻaʻaliʻi, (no Havaí); sandolien, (em africâner); mshebule, (em swahili); muondo, (em Quênia);
  • Família: Sapindaceae;
  • Características: arbusto com muitos ramos desde a base;
    Porte: 2 a 5 metros de altura;
  • Fenologia: setembro a janeiro;
    Cor da flor: as flores masculinas são amarelo-esverdeadas e as femininas podem ter tons avermelhados ou rosados nas sépalas;
  • Cor da folhagem: verde claro a verde-bronzeado, com brilho resinoso, quando novas e verde-escuro quando maduras;
  • Origem: Brasil, especialmente no Cerrado, Caatinga e Restinga, México, América Central, Caribe, África, sudeste da Ásia, Austrália, Nova Zelândia e ilhas do Pacífico;
  • Clima:  tropical, subtropical e até semiárido;
  • Luminosidade: sol pleno, meia sombra.

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