Dyschoriste hygrophiloides
ruélia-azul, flor-do-bode, erva nativa-de-brejo, plantinha-de-campo-úmido
Uma planta rara e ainda pouco estudada, crescendo especialmente em áreas abertas, campos úmidos e bordas de matas. Frequente em ambientes higrófilos (úmidos), como o nome sugere e muitas vezes em locais com solo levemente encharcado. Tem folhas simples, opostas, geralmente lanceoladas a ovais, com nervuras bem visíveis e levemente ásperas ou pubescentes. As flores tubulares, com dois “lábios” desiguais, estão dispostas em inflorescências terminais ou axilares.
Pouco utilizada no paisagismo, mas com potencial ornamental por suas flores coloridas e hábitos compactos, é uma boa opção para jardins de plantas nativas, jardins de chuva ou áreas com solo úmido, como margens de lagos e espelhos d’água, promovendo biodiversidade, sendo interessante para atração de abelhas e pequenas borboletas, atraídas pelas flores tubulares ricas em néctar.
O nome do gênero vem do grego “dys” (mal, difícil) e “choristos” (separado), possivelmente aludindo à forma como as flores se abrem.
A multiplicação é feita pela divisão de touceiras, quando a planta está bem desenvolvida, dividindo em blocos com raízes no início da primavera, após as primeiras chuvas.

Forest & Kim Starr, CC BY 3.0, via Wikimedia Commons
- Família: Acanthaceae;
- Características: arbusto perene;
- Porte: 80 centímetros a 1,50 metros de altura;
- Fenologia: primavera e o início do verão, com pico entre setembro e dezembro;
- Cor da flor: azul arroxeada a violeta;
- Cor da folhagem: verde-escura na face superior e verde-clara na face inferior;
- Origem: Brasil, no Cerrado e na Mata Atlântica, especialmente em São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Goiás;
- Clima: tropical úmido, tropical de altitude, subtropical úmido, com temperaturas entre 18 °C a 30 °C;
- Luminosidade: pleno sol.







