Hippeastrum vittatum
amarílis listrado, açucena listrada
Ele é uma das espécies mais elegantes e históricas do grupo dos “amarílis” de jardim. É a base de muitos híbridos modernos e tem um charme mais botânico e naturalista do que os cultivares comerciais. Cresce nas bordas de florestas, em solos ricos em matéria orgânica. Diferente dos híbridos de vaso, ele é mais rústico e adaptado ao clima tropical/subtropical. Suas folhas são longas, em forma de fita e surgem antes ou junto com a floração. As inflorescências têm forma de trombeta elegante com 2 a 6 flores por haste e com leve perfume em algumas condições.
Foi uma das primeiras espécies descritas que ajudaram a criar os híbridos modernos, sendo muito valorizado no século XIX na Europa. No século XVIII–XIX exploradores europeus levaram espécies como o vittatum da América do Sul, elas eram tratadas como plantas exóticas quase míticas, cultivadas em estufas aristocráticas. Isso criou uma aura de raridade, luxo e fascínio científico. As listras deram origem a inúmeros cultivares bicolores.

Yercaud-elango, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons
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- Sinônimos estrangeiros: striped amaryllis, (em inglês); azucena rayada, (em espanhol); amarillide striata, (em italiano); amaryllis rayé, (em francês); gestreepte amaryllis, (em holandês); randig amaryllis, (em sueco); amaririsu, (em japonês); zhū dǐng hóng, (em chinês);
- Família: Amaryllidaceae;
- Características: herbácea perene e bulbosa. Vive por muitos anos, o bulbo permanece vivo no solo mesmo quando a parte aérea desaparece;
- Porte: 40 a 70 centímetros de altura;
- Fenologia: final do inverno e primavera;
- Cor da flor: branca com estrias vermelhas ou rosadas;
- Cor da folhagem: verde médio a verde intenso;
- Origem: Brasil, Peru e Bolívia;
- Clima: tropical/subtropical;
- Luminosidade: sol da manhã + sombra leve à tarde.







