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Paisagismo e Jardinagem

Latania lontaroides

latânia-vermelha
Uma das palmeiras mais belas e esculturais do mundo tropical é ameaçada de extinção na natureza. Com crescimento lento a moderado, especialmente nos primeiros anos, tem um tronco único, reto e robusto, de até 30 a 40 centímetros de diâmetro, com uma coloração acinzentada, com anéis marcando a queda das folhas antigas, sua base é ligeiramente dilatada nos exemplares maduros. Suas folhas são palmadas, grandes, com 1,50 a 3 metros de diâmetro e os pecíolos longos e fortes, tem coloração avermelhada nos exemplares jovens, daí o nome latânia vermelha. Com o tempo, essa coloração tende a esmaecer para um verde-acinzentado.
 
Tolera ventos fortes e salinidade moderada, o que a torna ótima para jardins litorâneos, sendo altamente decorativa pela forma simétrica e folhagem robusta e excelente como exemplar isolado em gramados ou em fileiras ao longo de avenidas e entradas, é muito usada em jardins tropicais e contemporâneos, inclusive em praias. Quando jovem, pode ser cultivada em vasos grandes, com efeito escultural. A espécie é dióica, ou seja uma planta produz apenas flores masculinas, outra, apenas flores femininas, sendo preciso ter ambos os sexos próximos para formar frutos e sementes, é uma espécie de crescimento lento e de maturação tardia e somente plantas adultas, geralmente com 10 a 15 anos de idade ou mais, começam a florescer.
 
Entre antigos colonos e crioulos da Reunião, dizia-se que as folhas vermelhas da latânia guardavam o fogo do sol, domado por um espírito do vento, por essa razão, acredita-se que plantar uma latânia perto da casa atrai energia vital, proteção contra tempestades e calor humano no lar. Alguns moradores ainda penduram fitas vermelhas nas folhas novas, para “acordar o fogo” e pedir prosperidade.
 
Se reproduz exclusivamente por sementes, já que não produz rebentos nem perfilhos. Para produzir sementes viáveis, é necessário ter um macho e uma fêmea próximos, geralmente a menos de 20 a 30 metros. Devem ser colhidos os frutos quando estiverem bem maduros, caindo naturalmente da planta, em seguida é necessário remover a polpa externa e lavar bem a semente. É importante semear logo após a coleta, pois a viabilidade cai rapidamente, em poucas semanas.

B.navez, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons

 
No Horto das Palmeiras, com Moysés Abitbol, no  Rio de Janeiro, pode-se obter mudas: (21) 3427-5222 / 3427-5204 / 8498-3100 – Horto das Palmeiras – E Mail: palmeiras@hortodaspalmeiras.com.br
 
  • Sinônimos estrangeiros: palma latania roja, palmera de Reunión, (em espanhol); red latan palm, red latania palm, Réunion Island latan palm, (em inglês); latanier de la Réunion, latanier rouge, (em francês); rote latanpalme, (em alemão); latania rossa, palma latania rossa, (em italiano); rode latanpalm, (em holandês); latanier rouz, (na Ilha da Reunião); 
  • Família: Arecaceae;
  • Características: palmeira notável pela beleza;
  • Porte: 8 a 12 metros de altura;
  • Fenologia: primavera e durante o verão, entre outubro e março;
  • Cor da  flor: amarelo-esbranquiçada, pouco vistosa;
  • Cor da folhagem: avermelhada nos exemplares jovens;
  • Origem: endêmica da ilha de Reunião, no oceano Índico, perto de Madagascar;
  • Clima: tropical/subtropical;
  • Luminosidade: sol pleno.

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