Liatris spicata
flor-de-cobra, pluma-brilhante, pluma-roxa, botão-do-prado, penas-de-gaivota, estrela-brilhante
Ela prospera melhor nas regiões Sul e Sudeste serrana, no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, inclusive em áreas frias e com geadas, onde muitas plantas tropicais sofrem, altitudes acima de 700 metros têm o clima mais próximo ao ideal, funcionando muito bem em canteiros de estilo campestre, combinada com lavandas, coreópsis, Miscanthus, Pennisetum e equináceas. Suas folhas são estreitas, lanceoladas, lembrando as lâminas de gramíneas e estão dispostas em roseta basal (na base da planta) e alternadas ao longo do caule floral, no outono, em regiões frias, podem adquirir tons mais amarelados antes de secar. Suas flores, ricas em néctar, atraem abelhas, borboletas e beija-flores, tornando-se ótima para jardins ecológicos.
Por florescer em espigas eretas e firmes, a Liatris é vista hoje como símbolo de força interior e resiliência, sendo associada a pessoas que se mantêm firmes mesmo em meio a dificuldades.
A reprodução é feita pela divisão de cormos, (estruturas semelhantes a bulbos) no final do inverno ou início da primavera, os cormos podem ser separados e replantados. Este método garante plantas idênticas à planta-mãe e florescimento já no mesmo ano ou no seguinte.

Hedwig Storch, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons
- Sinônimos estrangeiros: gayfeather, blazing star, (em inglês); liatris à épi, plume du Kansas, (em francês); estrella ardiente, pluma púrpura, flor pluma, (em espanhol); prachtscharte, ahrige prachtscharte, (em alemão); lampenpoetser, (em holandês); liatride spicata, stella fiammeggiante, (em italiano;
- Família: Asteraceae;
- Características: herbácea arbustiva perene, rizomatosa;
- Porte: 0,50 a 1,50 metros de altura;
- Fenologia: verão até o início do outono;
- Cor da flor: rosa arroxeada, branca na variedade “Alba”;
- Cor da folhagem: verde médio a verde-escuro, com um brilho discreto;
- Origem: Estados Unidos, principalmente no leste e centro-leste do país e no Canadá, nas províncias do sudeste, como Ontário;
- Clima: temperado/subtropical (suporta frio intenso e geadas);
- Luminosidade: sol pleno.








Por favor, 4 perguntas:
1 – A primeira pergunta é bem direta e peço desculpas se parecer grosseira. Mas de fato gostaria muito de saber se as cores das flores ão realmente parecidas – quero dizer, bem parecidas mesmo – com essas das fotos acima: as cores roxa e branca. Quando pesquiso fotos dessa planta, noto que as cores não são de fato como essas. Isto é, as tonalidades das plantas, mesmo as muito bem cuidadas, parecem mais “sujas”, com um certo tom vermelho sujo que modifica na real bastante as cores das flores que poderei obter em meu quintal.
2 – Segunda pergunta: essa planta prosperaria em cidade quente, no centro do estado de São Paulo?
3 – Qual a necessidade de exposição solar dessa planta? Quantas horas/dia?
4 – Essa planta floresce na sombra com luminosidade grande em torno, mas não direta nela?
Vital,
O roxo-violeta intenso é o mais clássico e mais cultivado, tem o lilás-claro a lavanda, com tonalidade mais suave, bastante usada em arranjos florais. O rosa-púrpura aparece em alguns cultivares, mais vibrante que o lilás e o branco é uma variedade chamada Liatris spicata ‘Alba’, com espigas totalmente brancas.
Em áreas muito quentes ou com sol forte excessivo, em São Paulo, pode sofrer se não houver alguma sombra parcial nos horários mais críticos.
Precisa 6 a 8 horas de sol direto por dia. Na sombra ela até sobrevive, mas tende a crescer mais alongada e com floração menos abundante.
Abraços