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Paisagismo e Jardinagem

Lobelia cardinalis

flor-cardeal, lobélia-vermelha
 
Uma excelente opção para jardins úmidos, margens de lagos, brejos ornamentais e jardins de inspiração naturalista, além de ser uma das plantas mais importantes para beija-flores na sua região de origem. Suas folhas são lanceoladas, brilhantes e com as margens serrilhadas, mas as flores são seu maior atrativo, elas têm cinco pétalas estreitas, com formato tubular e ficam reunidas em espigas verticais, com abertura progressiva de baixo para cima, cada espiga pode ultrapassar 50 centímetros de comprimento, sendo polinizadas principalmente por beija-flores, algumas borboletas e abelhas de língua longa. O vermelho intenso é uma adaptação clássica para atrair beija-flores.
 
É uma espécie que mais gosta de solo úmido, podendo crescer bem na margem de lagos, em jardins de chuva e em solos permanentemente encharcados, desde que a água seja limpa e oxigenada. Tem melhor desempenho nas regiões Sul e em áreas serranas do Sudeste (como Campos do Jordão, São Joaquim e partes da Serra da Mantiqueira).
 
O nome Lobelia homenageia o botânico flamengo Matthias de Lobel (1538–1616), um dos pioneiros da botânica moderna e cardinalis faz referência à intensa cor vermelha das flores, semelhante às vestes dos cardeais, ela foi descrita pelo botânico, zoólogo e médico sueco, Carl Linnaeus   (1707 — 1778) em 1753. Povos indígenas da América do Norte, como os Cherokee, Iroquois e Meskwaki, utilizavam a planta em práticas medicinais e rituais, embora seu uso interno exija cautela devido à presença de alcalóides. É uma das flores silvestres mais emblemáticas dos brejos e margens de rios norte-americanos.
 
Pode ser multiplicada por sementes e pela divisão das touceiras após o florescimento.

National Archives and Records Administration, Public domain, via Wikimedia Commons

 
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  • Sinônimos estrangeiroscardinal flower, red lobelia, (em inglês); lobelia cardenal, flor del cardenal, (em espanhol); lobélie cardinale, (em francês); kardinalslobelie, (em alemão); lobelia cardinale, (em italiano); rurimizokakushi, (em japonês);  lobelia szkarłatna, (em polonês); hónghuā bànbiānlián, (em chinês); kardinaalslobelia, (em holandês); kardinalsblomma, (em sueco); benibana sawagikyō, (em japonês); lobeliya kardinalskaya, (em russo);
  • Família: Campanulaceae;
  • Características: herbácea perene de vida relativamente curta, normalmente vive entre 3 a 6 anos;
  • Porte: 50 a 70 centímetros de altura;
  • Fenologia: primavera, verão;
  • Cor da flor: vermelho escarlate intenso;
  • Cor da folhagem: verde-escura;
  • Origem: do sudeste do Canadá ao sul, passando pelo leste e sudoeste dos Estados Unidos, México e América Central até o norte da Colômbia;
  • Clima: temperado/subtropical e em serras de clima fresco, tolera geadas moderadas e frio intenso, mas não aprecia calor excessivo nem estiagens prolongadas;
  • Luminosidade: sol pleno.

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