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Paisagismo e Jardinagem

Lychnis coronaria

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Atualmente classificada, também, por muitos botânicos como Silene coronaria, tem folhas ovais, macias e aveludadas, suas flores são simples, de cinco pétalas arredondadas e atraem abelhas, borboletas e outros polinizadores, sendo frequentemente cultivada como perene curta (vive de 2 a 3 anos), mas se resssemeia facilmente no jardim.  Tolera frio e geadas leves, desenvolvendo-se melhor em áreas de inverno ameno, no Sul e áreas serranas do Sudeste. Requer um solo bem drenado, mas pobre a moderado em nutrientes já que solos muito férteis geram excesso de folhas e menos flores.
 
É muito usada em jardins de estilo campestre e bordaduras, contrastando a folhagem cinza-prateada com flores vibrantes, ficando bonita quando combinada com lavandas, santolinas e gramíneas ornamentais, podendo ser aproveitada em vasos médios e grandes.
 
O nome Lychnis vem do grego lychnos (“lamparina”), possivelmente pela semelhança das flores a pequenas chamas. Era cultivada em jardins medievais como planta ornamental e valorizada na era vitoriana como planta de bordadura em jardins ingleses, também usada em tradições populares para espantar maus espíritos, suas folhas aveludadas eram usadas em antigos costumes como curativos caseiros em cortes superficiais.
 
Na tradição inglesa do século XIX, as flores eram usadas em jardins de memória, simbolizando recordações de entes queridos. Por isso, também é chamada de “planta da saudade” em alguns relatos literários.
 
A reprodução é feita por sementes, no outono ou início do inverno, sendo esta a mais comum e devem ser colhidas depois da floração, as flores secam e formam cápsulas com muitas sementes pequenas, escuras e rugosas. As sementes devem ser espalhadas na superfície de um substrato leve, úmido e bem drenado e cobertas levemente com uma fina camada de areia ou vermiculita. A germinação ocorre em 2 a 3 semanas.

Wouter Hagens, Public domain, via Wikimedia Commons


 
  • Sinônimos estrangeiros:  rose campion, (em inglês); cariofilada corona, clavelina de corona, (em espanhol); coquelourde des jardins, (em francês); lampionblume, (em alemão); garofano di Cipro, (em italiano); prikneus, (em holandês); purpurklätt, (em sueco); likhnis koronariya, (em russo); 
  • Família: Caryophyllaceae;
  • Características: herbácea bienal ou perene de vida curta;
  • Porte: 50 a 80 centímetros de altura;
  • Fenologia: final da primavera até o verão;
  • Cor da flor: rosa-magenta intenso, vermelho ou branco;
  • Cor da folhagem: cinza-prateado;
  • Origem: Europa, na Itália, Grécia, Balcãs, sul da França e Espanha; na Ásia, em Turquia, Cáucaso, Irã e Síria e no norte da África;
  • Clima: temperado, tolera frio e geadas leves;
  • Luminosidade: sol pleno ou meia-sombra. Tolera sombra parcial, mas floresce melhor com mais luz.

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