Madeira certificada é garantia de confiança em períodos de forte desmatamento
Em tempos em que se houve falar fortemente em desmatamento, empresas investem em produção de artigos com madeira certificada.
O alerta emitido pelo sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), gerenciado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), divulgou que, embora tenha registrado uma redução de 17% no desmatamento da Amazônia Legal entre 1º de janeiro e 15 de agosto de 2012, a região sofreu com um aumento de 220% em agosto, em relação a 2011.

Para driblar esse índice negativo e mostrar que há empresas sérias e compromissadas com o meio ambiente no mercado, faz-se importante a divulgação da procedência da madeira, que pode ser obtida pelo Documento de Origem Florestal (DOF), ou pelo Forest Stewardship Council (FSC) – Conselho de Manejo Florestal.
De acordo com o Ibama, o DOF “representa a licença obrigatória para o controle do transporte de produto e subproduto florestal de origem nativa”. E segundo a WWF-Brasil, o FSC provém de um “processo produtivo manejado de forma ecologicamente adequada, socialmente justa e economicamente viável, e no cumprimento de todas as leis vigentes”.
E este é o caso de empresas como a Araucari, que produz artigos a partir de madeira certificada – bancos, cadeiras, mesas, lixeiras, decks, etc –, por meio das árvores de araucária, cumaru, pinus e teca. “Nosso diferencial está na base de confiança que estabelecemos com nossos clientes e parceiros, no compromisso com a qualidade em todos os projetos que desenvolvemos e na busca incessante pela inovação responsável no mercado em que atuamos”, afirma o diretor da empresa, engenheiro agrônomo, designer, Ricardo Afiune.

O diretor salienta que, além da madeira certificada, a Araucari passou a desenvolver, desde o ano passado, a linha ECO, que conota o sentido de “econômica e ecológica”. “Visamos qualidade e bom gosto. Os artigos partem de um design limpo, que possibilita tanto a utilização mínima da matéria-prima, como a simplificação do sistema construtivo”, destaca.

Outra empresa que investe nesse setor de madeira certificada é a Tégula, que desenvolve ripas, caibros, pilares e outros materiais para construção, a partir da peroba do norte, cambará, pequiá e cedrinho. “Os produtos são desenvolvidos e produzidos em harmonia com o ambiente e a comunidade que a circunda. Essa preocupação também é adotada em modernos programas de controle e monitoramento, dentro de rigorosos padrões internacionais de conservação ambiental”, informa o site.

Araucari e Tégula são a prova de que há empresas preocupadas com o meio ambiente e que fazem a sua parte quando o assunto é desenvolvimento social, econômico e sustentável em comunidades florestais. A certificação da madeira é uma garantia de boa procedência, que orienta o comprador atacadista ou varejista a optar por um produto diferenciado e com valor agregado.
Faça a sua parte também e exija a certificação! E caso você tenha dúvidas ou denúncias a fazer sobre o corte ilegal de árvores, entre em contato com a ouvidoria do Ibama ou envie um e-mail para: <linhaverde.sede@ibama.gov.br>.
Fonte das imagens: Portal São Francisco, Araucari e Tégula







