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Paisagismo e Jardinagem

Rohdea japonica “Marginata”

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Suas folhas são espessas, lanceoladas e brilhantes, com a margem amarelada ou creme, criando um bonito efeito ornamental. As flores são pequenas e discretas, aparecem rente ao solo no centro da roseta, sem valor ornamental significativo e os frutos são vermelhos e carnudos, aparecendo ocasionalmente e podendo durar muitos meses. Excelente para cultivo dentro de casa, inclusive em locais com luz difusa, em lavabos, halls ou escritórios, usada também em jardins japoneses como símbolo de longevidade e prosperidade. Igualmente pode ser cultivada em canteiros sombreados, assim como nas encostas e margens de riachos, onde há boa umidade e solo rico em matéria orgânica e também em vasos. É muito cultivada em bonsai e kokedamas como planta complementar.

Krzysztof Ziarnek, Kenraiz, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons

Na medicina tradicional oriental, a Rohdea japonica tem usos como tônico, embora sua ingestão não seja recomendada sem orientação. O nome japonês “万年青” se traduz como “sempre-verde por milhares de anos”, por isso passou a ser símbolo de imortalidade, longevidade e constância, sendo usada em rituais xintoístas e em casamentos, como desejo de uma união duradoura. Em tempos antigos, famílias japonesas plantavam omoto na entrada das casas como forma de proteger o lar contra más energias e maus espíritos e também era oferecida como presente de boas-vindas ou de ano novo, com a crença de que traria sorte, harmonia e saúde.

Alpsdake, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons

Segundo algumas fontes lendárias, a Imperatriz Jingū, (169 d.C. 269 d.C.), que governou o Japão no século III, teria carregado consigo uma Rohdea japonica durante sua campanha na Coreia, como planta de proteção espiritual e força interior. A planta teria permanecido verde durante toda a viagem, o que foi interpretado como sinal divino de aprovação.

A Rohdea japonica ‘Marginata’ se reproduz de forma vegetativa, ou seja, sem sementes, por divisão de touceiras, no final do inverno ao início da primavera. Apesar de produzir frutos vermelhos, a reprodução por sementes é extremamente rara, e mesmo quando ocorre têm baixa taxa de germinação.

Alpsdake, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons

  • Sinônimos estrangeiros: sacred lily, japanese sacred lily, nippon lily, (em inglês); lirio sagrado japonés, verde eterno, (em espanhol); lis sacré japonais, plante de longévité, (em francês); japanische heilige lilie, (em alemão); omodaka, omoto, (em japonês); wànniánqīng, (em chinês); mannyeoncheong, (em coreano); giglio sacro giapponese, (em italiano);
  • Família: Asparagaceae;
  • Características: herbácea perene, rizomatosa;
  • Porte: 30 a 40 centímetros de altura;
  • Fenologia: entre agosto e outubro;
  • Cor da flor: esverdeada ou amarelada;
  • Cor da folhagem: verde-escuro intenso, com bordas de cor creme ou amareladas, dependendo da luz e do solo;
  • Origem: China, em Zhejiang, Jiangxi, Fujian, Hunan e Yunnan; Japão, nas ilhas de Honshu, Shikoku e Kyushu e sul da Coreia;
  • Clima: subtropical úmido a temperado ameno;
  • Luminosidade: sombra ou meia-sombra.

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